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Um homem preso por matar a companheira em Itatiba, no interior de São Paulo, escreveu mensagens em uma parede da casa onde o crime ocorreu indicando que teria cometido o feminicídio por suspeitar de uma traição.
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O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura se os escritos também fazem referência a episódios anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. Francisco Ayrton Doniciano Santos utilizou carvão para deixar as frases.
A vítima foi identificada como Tarsiana Nogueira dos Santos, ela foi morta a facadas, dentro de um dos quartos da residência da família. Nas mensagens, ele escreveu: “Sempre foi traição. O amor tem limites” e, em seguida, acrescentou: “Não sei porque ela fez tudo isso”.
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A investigação busca esclarecer se os recados têm relação com ocorrências anteriores registradas entre o casal. Em um desses casos, Francisco chegou a ser preso por violência doméstica contra Tarsiana, mas acabou colocado em liberdade poucos dias depois.

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De acordo com a polícia, foi o próprio suspeito quem acionou a Polícia Militar após o crime, informando que havia discutido com a companheira. Enquanto as equipes se dirigiam ao imóvel, ele foi localizado tentando entrar em um bueiro em uma avenida da cidade.
Ao ser abordado, Francisco afirmou que não se lembrava do que havia acontecido durante a suposta discussão. Já na residência, os policiais chamaram pela vítima, mas não obtiveram resposta. Durante as buscas, encontraram Tarsiana sem vida, com ferimentos provocados por golpes de faca.
Antes de ser preso, o investigado ainda deixou uma mensagem direcionada ao filho do casal, de aproximadamente 9 anos, pedindo que cuidassem da criança e voltando a atribuir o crime a uma suposta infidelidade da companheira.
A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer a dinâmica do feminicídio, verificar se o ataque foi premeditado e reunir outros elementos que auxiliem na conclusão das investigações.