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Três executivos ligados à construtora responsável pelas reformas do complexo habitacional Wang Fuk Court, localizado na região de Tai Po, em Hong Kong, foram detidos sob a acusação de homicídio culposo após o trágico incêndio que atingiu a região na última quarta-feira (26).
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O caso já é considerado um dos mais graves desastres urbanos ocorridos em Hong Kong nas últimas três décadas. A tragédia provocou, até o momento, a morte de ao menos 65 pessoas e deixou cerca de 280 desaparecidos, conforme números oficiais divulgados pelas autoridades locais.
A prisão dos suspeitos reforça a principal linha de investigação, que aponta negligência grave no cumprimento de normas de segurança durante as obras de reforma como uma das causas do alastramento do incêndio.
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O incêndio começou por volta das 15h, no horário local (4h no horário de Brasília), com origem nos andaimes de bambu instalados ao redor das torres, que estavam em reforma.
Além dos andaimes, as investigações iniciais identificaram outros possíveis agravantes: o uso de uma malha de revestimento de isopor e de uma tela verde na fachada das construções, ambos materiais com alto potencial inflamável.
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O fogo se espalhou de forma rápida e violenta, atingindo sete das oito torres que compõem o conjunto residencial, que abriga mais de 4,6 mil pessoas distribuídas em mais de 2 mil apartamentos.
O resgate das vítimas foi dificultado pelas condições extremas de temperatura e pela fumaça densa que tomou conta dos andares superiores.
🚨13 KILLED IN HONG KONG FIRE
Massive high-rises in Hong Kong are engulfed in flames -multiple blocks burning, residents trapped, evacuations underway, and tragic loss of lives including a firefighter.#HongKong pic.twitter.com/Sv5hXIlywu— Sarcasm (@sarcastic_us) November 26, 2025
Um bombeiro morreu durante as operações, somando-se à lista de vítimas. Muitos dos moradores que conseguiram escapar foram levados a abrigos temporários montados em ginásios escolares da região.
Durante coletiva de imprensa, o chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, declarou que o incêndio havia sido controlado, embora ainda houvesse focos de chamas visíveis em algumas unidades.
Para amenizar os impactos do desastre, ele anunciou a criação de um fundo emergencial voltado às famílias afetadas. O presidente da China, Xi Jinping, também se manifestou publicamente, expressando suas condolências às vítimas e solidariedade à família do bombeiro falecido.