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Casos de feminicídio continuam sendo um dos maiores desafios para a segurança pública no Brasil, afetando famílias inteiras e deixando marcas profundas nas comunidades onde acontecem.
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Além da perda de vidas, esses episódios reforçam a necessidade de ampliar ações de prevenção, acolhimento às vítimas e combate à violência motivada por relacionamentos abusivos.
Especialistas apontam que sinais como perseguições, ameaças e comportamentos possessivos não devem ser ignorados. A denúncia e o acesso à rede de proteção são considerados fundamentais para reduzir riscos e evitar que conflitos evoluam para situações irreversíveis.
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Paula Santos da Silva, de 37 anos, morreu na noite de segunda-feira (13), após ser atacada ao deixar o trabalho, no Centro da cidade de São Vicente, no litoral do estado de São Paulo.
Funcionária de uma joalheria e relojoaria localizada no Brisamar Shopping, ela caminhou por alguns metros em busca de ajuda até cair em frente ao prédio onde morav, segundo informações da Polícia Civil.
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Equipes de resgate foram acionadas, mas o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o falecimento ainda no local. Paula vivia havia cerca de seis meses em um apartamento próximo ao trabalho, não possuía familiares na Baixada Santista e deixou uma filha de 9 anos.
Após a despedida realizada em São Vicente, o corpo foi levado para sepultamento em Bananeiras, na Paraíba. As investigações apontaram como autor do caso Severino, que prestava serviços de manutenção no edifício onde Paula residia.
Os dois tiveram um relacionamento de aproximadamente três meses, já encerrado. De acordo com a polícia, ele estava bloqueado pela vítima e havia sido impedido de frequentar o apartamento.
Durante o depoimento, o investigado confessou a autoria e relatou o percurso realizado após o ocorrido. Conforme a apuração, ele retornou ao condomínio posteriormente, afirmando estar preocupado com a filha de Paula, momento em que teve contato com os policiais que já atuavam na ocorrência.
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A menina foi retirada do local em segurança, encaminhada à delegacia e entregue ao pai, que assumiu seus cuidados. Após a análise das imagens das câmeras de monitoramento, a Polícia Civil identificou o suspeito e efetuou a prisão em flagrante.
Ele deverá responder por feminicídio qualificado, com agravantes apontadas pela investigação, enquanto o caso segue à disposição da Justiça.