Identificadas mãe e duas filhas que morreram em terremoto na Venezuela

Terremoto aconteceu no último dia 24 de junho e resultou em um grande número de mortes

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O terremoto que atingiu a Venezuela na última quarta-feira deixou um cenário de profunda comoção. De acordo com o balanço provisório divulgado pelas autoridades, ao menos 920 pessoas morreram, outras 3.360 ficaram feridas e cerca de 4 mil estão desalojadas.

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A ONU estima que mais de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas sob os escombros. Entre as vítimas confirmadas da catástrofe estão Patrícia Muller Pires, de 45 anos, e as filhas Eleana, de 14, e Verónica, de 17.

As três pertenciam a uma família com raízes na Ilha da Madeira e estavam desaparecidas desde o desabamento do edifício onde moravam, no bairro de Tanaguarena, em La Guaira.

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A confirmação das mortes foi feita por familiares à imprensa portuguesa, encerrando dias de intensa expectativa e mobilização nas redes sociais. Durante esse período, parentes e amigos compartilharam pedidos de ajuda e informações na tentativa de localizar as três mulheres, que estavam entre os desaparecidos após o tremor.

Uma das pessoas que mais acompanhou o caso foi a prima de Patrícia, Caro Andrade, venezuelana lusodescendente residente em Madri. Pelas redes sociais, ela atualizou diariamente a situação da família e também chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelas equipes de resgate, que lidavam com escassez de equipamentos para remover os destroços.

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A história de Verónica emocionou milhares de pessoas. A adolescente chegou a ser retirada dos escombros com vida e levada para um hospital. Durante o tratamento, passou por uma cirurgia e teve uma das pernas amputadas. Familiares chegaram a criar uma campanha de arrecadação para custear sua assistência médica, acreditando em sua recuperação.

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No entanto, apesar dos esforços das equipes de saúde, a jovem não resistiu aos graves ferimentos. Enquanto isso, a Venezuela entra no terceiro dia consecutivo de operações de busca e resgate, ainda aguardando a chegada de reforços internacionais para ampliar os trabalhos.

Quase 400 edifícios foram danificados ou desabaram completamente, dificultando o acesso aos locais atingidos. Com milhares de famílias aguardando notícias de parentes desaparecidos, o país vive dias de incerteza e esperança, enquanto socorristas continuam a desafiar o tempo na tentativa de encontrar sobreviventes entre os escombros.

Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira