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As fortes chuvas que atingem o estado do Rio de Janeiro nas últimas semanas voltaram a expor o perigo das enxurradas súbitas, fenômenos capazes de arrastar carros, árvores e até construções em questão de segundos.
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A força da água, quando canalizada por ruas íngremes e sem escoamento adequado, transforma trajetos comuns em verdadeiros rios, e, diante disso, o risco para motoristas e pedestres cresce de forma assustadora.
Nesta quarta, dia 17 de dezembro, um episódio em Petrópolis, na Região Serrana, chamou atenção do país. Mauro de Oliveira França, servidor público da Companhia Petropolitana de Petróleo (CPTrans) e morador de Duque de Caxias, desapareceu após o carro em que estava ser arrastado pela enxurrada provocada pelas chuvas intensas.
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Ele havia saído do veículo, mas retornou para tentar resgatá-lo, sendo levado junto pela correnteza. Equipes do Corpo de Bombeiros realizam buscas desde o momento do desaparecimento, com o apoio de mergulhadores e drones subaquáticos, especialmente nos trechos entre Nogueira e Bonsucesso, às margens do Rio Piabanha.
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Segundo a corporação, as chuvas dificultaram as operações, mas os trabalhos seguem de forma contínua. Mauro, que possuía 28 anos de carreira pública, era conhecido pela dedicação ao trabalho e pela rotina de viajar todos os dias da Baixada Fluminense até Petrópolis.
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Seu sobrinho, Giancarlo França Rubini, contou que o servidor estava a poucos metros da empresa quando o carro foi tomado pela força das águas. As chuvas deixaram um rastro de alagamentos, quedas de árvores e deslizamentos em diferentes pontos da cidade.
A Defesa Civil emitiu alerta de risco alto para novas enxurradas e escorregamentos, pedindo que a população evite áreas vulneráveis e siga as orientações de emergência. O desaparecimento de Mauro é mais um lembrete de que a força da natureza exige respeito e prudência, e que, diante das enxurradas, o melhor gesto de coragem é escolher a segurança.