Identificados as cinco pessoas da mesma família vítimas de chacina em Minas Gerais

O crime chocou a população de Juiz de Fora.

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Casos envolvendo conflitos familiares extremos costumam provocar comoção não apenas pela dimensão das perdas, mas também pelos questionamentos que surgem sobre sinais prévios, saúde mental e falhas de prevenção.

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Em cidades de médio porte, onde vínculos comunitários são mais próximos, episódios dessa natureza geram um impacto ainda maior, mobilizando autoridades, líderes religiosos e moradores em busca de explicações.

Em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, novas informações vieram à tona sobre a morte de cinco pessoas da mesma família. O homem de 42 anos preso pelo caso relatou à Polícia Civil que o principal foco de sua ação era o próprio pai, um pastor aposentado de 74 anos.

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Além dele, também morreram a madrasta, duas irmãs e um sobrinho de apenas cinco anos. Em depoimento, o investigado assumiu a autoria e afirmou que tudo havia sido planejado ainda durante a madrugada, antes de sair de casa. As vítimas foram identificadas como:

  • Joao Batista Fernandes Souza, de 74 anos;
  • Neide Fernandes de Faria Souza, de 63 anos;
  • Mônica dos Santos Souza, de 44 anos;
  • Rachel dos Santos Souza, de 47 anos;
  • Gabriel Souza Costa, de 5 anos, sobrinho do suspeito.

Segundo a delegada responsável pelo inquérito, o homem confirmou que não houve improviso e declarou não sentir arrependimento, mantendo uma postura considerada fria durante a abordagem policial e o interrogatório.

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Ele alegou que o pai teria causado prejuízos à sua vida ao longo dos anos, inclusive envolvendo questões patrimoniais, mas a polícia avalia que as justificativas apresentadas foram contraditórias e sem coerência objetiva.

As investigações apontam que o comportamento do suspeito vinha sendo considerado atípico havia cerca de um ano e meio. Familiares teriam sugerido, nesse período, que ele buscasse acompanhamento psiquiátrico, orientação que não foi aceita.

Apesar dessas informações, não existe até o momento qualquer laudo médico oficial que comprove diagnóstico ou detalhe eventual transtorno psicológico. A Polícia Civil informou que exames dessa natureza dependem de solicitação judicial, que pode ser feita pela defesa, ainda não constituída.

Após o depoimento, o homem foi encaminhado ao sistema prisional e permanece sob custódia, enquanto a investigação aguarda laudos periciais e a conclusão de diligências complementares.

Os corpos das vítimas estão sendo velados conjuntamente e o sepultamento ocorre nesta quinta-feira, reunindo familiares, amigos e membros da comunidade religiosa à qual pertenciam.

O episódio reforça a necessidade de atenção a sinais de sofrimento psíquico prolongado e ao diálogo preventivo dentro do ambiente familiar.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.