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O uso de inteligência artificial para criar uma imagem divinizada de Donald Trump acabou gerando um efeito colateral inesperado, forçando o presidente norte-americano a recuar diante de sua própria base eleitoral.
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No último fim de semana, Trump removeu de suas redes sociais uma publicação que o retratava como uma figura semelhante a Jesus Cristo, envolto em uma luz divina que emanava de suas mãos.
Embora ele tenha tentado justificar a postagem alegando que a intenção era simbolizar um médico em um ato de cura, o impacto entre cristãos conservadores, um pilar essencial de seu apoio, foi de profunda indignação.
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Muitos desses eleitores classificaram a imagem como uma blasfêmia inaceitável e um desrespeito às crenças religiosas, o que resultou em uma rara retratação pública do republicano.
Simultaneamente a esse desgaste interno, Trump intensificou sua guerra discursiva contra o Papa Leão XIV. O conflito escalou após o pontífice criticar abertamente a postura bélica dos Estados Unidos em relação ao Irã.
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Em uma mudança de padrão notada por vaticanistas, Leão XIV abandonou a tradição de críticas diplomáticas indiretas e citou nominalmente o presidente americano, reforçando que a Igreja continuará a defender a dignidade humana e a paz.
Trump rebateu na rede Truth Social, declarando não ser fã do pontífice e sugerindo que a escolha de um papa americano teria sido uma manobra política para confrontá-lo, chegando a afirmar que Leão XIV só estaria no Vaticano por causa de sua presença.
Essa postura agressiva contra o Vaticano representa um risco estratégico considerável para as ambições de Trump. Dados indicam que o apoio ao presidente entre o eleitorado católico sofreu uma queda significativa, recuando para menos de 50%.
O histórico de provocações do ex-deputado, que no passado já publicou montagens sugerindo que deveria assumir a liderança da Igreja Católica, parece ter atingido um limite crítico de tolerância.