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Na última quinta-feira (23/04), a Justiça de São Paulo tomou mais uma decisão no caso sobre a morte de Thawanna Salmázio, na zona leste de São Paulo. O caso gerou revolta no país.
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Thawanna foi morta a tiros na frente de casa, depois de uma confusão evitável provocada por dois policiais. A vítima foi morta por tiros disparados pela PM Yasmin Cursino Ferreira, 22, que alegou legítima defesa.
A confusão começou quando a viatura em que Yasmin estava, dirigida pelo PM Weden Silva Soares, quase atropelou dois moradores. Weden deu ré e passou a questionar os moradores do porque eles andavam na rua.
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Na sequência, Weden e Yasmin descem do carro. O PM usava câmera corporal e flagrou o crime parcialmente. Yasmin não usava câmera corporal, mas alegou ter agido para se defender após Thawnnara ter avançado contra ela. A família da vítima nega a versão.
A PM esta sendo investigada, mas as últimas atualizações do caso tem gerado revolta. Cerca de duas semanas do crime, Yasmin foi promovida a soldado – ela estava em estágio probatório. A promoção foi divulgada na imprensa e gerou revolta.
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Agora, no entanto, a situação de Yasmin se torna mais delicada. Ela deve responder pelo homicídio, mas o caso ainda é investigado. Agora, após decisão da Justiça de São Paulo, Yasmin esta suspensa.
A agente deve entregar a arma e esta afastada das atribuições de PM. Yasmin também deverá cumprir recolhimento domiciliar, a valer entre os horários de 22h e 5h da manhã do dia seguinte.
A decisão é do juiz Antônio Carlos Ponte de Souza, que apontou a existência de provas suficiente para constatar a materialidade dos fatos. “Os elementos informativos até então produzidos revelam quadro que extrapola, de forma inequívoca, os limites do uso legítimo da força por agente estatal”, escreveu.