ANÚNCIOS
Após retornar de uma viagem à Ásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de emergência, na manhã desta última quarta-feira, dia 29 de outubro, para tratar da crise na segurança pública do Rio de Janeiro.
ANÚNCIOS
O encontro ocorre um dia após a megaoperação ordenada pelo governador Cláudio Castro (PL) nos Complexos do Alemão e da Penha, que se tornou a mais letal da história do estado.
O Palácio do Planalto, confirmou a presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Ricardo Lewandowski (Justiça), além do vice-presidente Geraldo Alckmin, que já havia iniciado um diagnóstico da situação na terça-feira.
ANÚNCIOS
A crise escalou após a operação de terça-feira, que, segundo a Defensoria Pública do Rio, já soma 132 mortos, incluindo quatro policiais que estavam no combate.
A ação gerou cenas de guerra na zona norte da cidade e um protesto macabro de moradores, que enfileiraram mais de 70 corpos em uma praça para que pudessem ser identificados por familiares.
ANÚNCIOS
O episódio também gerou um embate político. Inicialmente, o governador Cláudio Castro culpou o governo federal pela falta de apoio, mas, após conversas com interlocutores do Planalto, amenizou o tom, abrindo uma porta para o diálogo.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, no entanto, já havia rebatido Castro, afirmando que o governador nunca solicitou ajuda de forma formal.
Enquanto o governo federal avalia uma resposta para o Rio, o tema da segurança pública já pauta a política nacional. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o governo fluminense por não combater o contrabando de combustíveis, que financiaria o crime.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aposta em uma via legislativa, com seu secretário de segurança, Guilherme Derrite, reassumindo o mandato de deputado para relatar um projeto que equipara facções a grupos terroristas.
No momento, o presidente Lula e sua equipe buscam uma solução para a crise de segurança no Rio, enquanto o governador Cláudio Castro também realiza reuniões para avaliar os resultados e as consequências da operação.