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Um dos nomes mais emblemáticos da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos faleceu neste sábado, aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Conhecido por sua contribuição marcante às novelas da televisão nacional.
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O autor estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson, que nos últimos tempos havia comprometido suas funções motoras e cognitivas.
A causa exata da morte não foi divulgada pela família, que informou que o velório será reservado apenas a parentes e amigos próximos. Manoel Carlos, também conhecido como Maneco, iniciou sua carreira artística ainda adolescente, aos 17 anos, no teatro.
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Nascido em São Paulo em 1933, foi filho de um comerciante e uma professora, e desde jovem cultivava o gosto pelas artes, frequentando rodas de leitura e discussão literária na Biblioteca Municipal paulistana ao lado de futuros grandes nomes do teatro brasileiro.
Apesar de ter nascido em São Paulo, declarava-se carioca de coração, cidade que se tornaria cenário constante de suas produções. Seu ingresso na TV Globo se deu em 1972, como diretor-geral do programa “Fantástico”, após passagens por outras emissoras em diferentes funções, como ator, produtor e autor.
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Contudo, foi como novelista que Manoel Carlos consolidou seu legado. Suas histórias ficaram conhecidas por retratar com sensibilidade os dramas da classe média, tendo o Rio de Janeiro não apenas como pano de fundo, mas como elemento narrativo.
A abordagem intimista de conflitos familiares e questões humanas cotidianas marcou suas obras. Outro traço inconfundível de sua carreira foi a criação das personagens chamadas “Helena”, figuras femininas complexas que simbolizavam o amor materno, a força diante da adversidade e a busca por reconciliação.
De “Baila Comigo” (1981) até “Em Família” (2014), essas personagens atravessaram gerações e se tornaram parte do imaginário do público. Manoel Carlos deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou com o pai em diversas produções.
Ao longo da vida, também enfrentou perdas pessoais significativas, incluindo a morte de três filhos: Ricardo de Almeida, Manoel Carlos Júnior e Pedro Almeida. Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!
Seu estilo narrativo, pautado pelo diálogo realista, pelos conflitos emocionais e pela ambientação urbana, influenciou profundamente a dramaturgia televisiva brasileira.
A trajetória de Maneco permanece como um marco da cultura nacional, celebrada por seu olhar humano, afetuoso e crítico sobre as relações familiares e os desafios da vida cotidiana.