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A dor de perder alguém precocemente é sempre difícil de traduzir em palavras, ainda mais quando se trata de uma figura tão admirada por colegas e leitores. O jornalista Conrado Corsalette, de 47 anos, foi encontrado sem vida em sua casa, em São Paulo, na madrugada desta quinta, dia 8 de janeiro.
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Reconhecido pela inteligência, serenidade e comprometimento com o bom jornalismo, ele deixa duas filhas, de 11 e 13 anos, e uma carreira marcada por contribuições importantes à imprensa brasileira.
Natural de Santo Anastácio (SP), Conrado se formou em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e construiu uma trajetória sólida na cobertura política. Passou por grandes redações, como Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo e Agora São Paulo, antes de se tornar cofundador e editor-chefe do Nexo Jornal.
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Atualmente, era secretário de Redação adjunto no Poder360, onde completaria um ano de trabalho em fevereiro. Além da atuação nas redações, Conrado foi autor do livro “Uma crise chamada Brasil: a quebra da Nova República e a erupção da extrema direita” (Editora Fósforo, 2023), obra elogiada por abordar a conjuntura política recente com profundidade e clareza.
Colegas e amigos manifestaram grande comoção. Fernando Rodrigues, diretor de redação do Poder360, destacou: “Conrado era um dos mais brilhantes jornalistas de sua geração, admirado por sua generosidade e paixão pelo ofício.”
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Já a jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo, o descreveu como “um homem doce e afetuoso, que mostrava que o jornalismo pode ser firme sem perder o humanismo”. A causa da morte não foi divulgada. A redação do Poder360 informou que os detalhes sobre o velório serão definidos pelos familiares.
Em um momento em que o jornalismo enfrenta desafios constantes, a partida de Conrado Corsalette deixa uma lacuna difícil de preencher, mas seu legado de ética, gentileza e precisão continuará inspirando gerações.