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Enfrentar um câncer costuma ser um dos momentos mais desafiadores da vida. Além das mudanças provocadas pelo tratamento, muitos pacientes precisam lidar com medos, incertezas e uma profunda transformação na forma de enxergar o futuro.
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Cada pessoa encontra uma maneira diferente de atravessar esse processo, buscando forças para seguir em frente e preservar a qualidade de vida mesmo diante de um diagnóstico delicado.
Foi justamente essa visão que o escritor e guitarrista dos Titãs, Tony Bellotto, compartilhou durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura. Diagnosticado com câncer de pâncreas há cerca de um ano, o músico afirmou que prefere não utilizar a expressão de que está “lutando” contra a doença, uma frase frequentemente associada a pacientes oncológicos.
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Segundo Bellotto, sua postura está mais ligada à busca por uma convivência equilibrada com a condição de saúde. Pacifista, ele explicou que prefere pensar em uma espécie de negociação com a doença, evitando transformar o tratamento em uma batalha constante.
Para o artista, essa perspectiva contribui para enfrentar o momento com mais serenidade e menos peso emocional. Durante a entrevista, Tony também contou que o diagnóstico despertou uma intensa reflexão sobre a vida e a finitude.
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Ele revelou que passou por uma crise existencial logo após descobrir o câncer, mas afirmou que esse período também trouxe mudanças positivas. O músico destacou que procurou retirar o excesso de dramatização da situação e viver cada etapa com otimismo, encarando a experiência da forma mais consciente possível.
Outro assunto abordado foi a decisão de tornar público o diagnóstico. Bellotto explicou que desejava contribuir para reduzir o estigma ainda existente em torno do câncer, mostrando que é possível continuar trabalhando, mantendo projetos e levando a vida adiante sem que a doença defina completamente quem a pessoa é.
Apesar de afirmar que se sente bem atualmente, o integrante dos Titãs ressaltou que o câncer de pâncreas exige acompanhamento constante e que ainda não pode considerar a doença superada.
Ele também comentou que a quimioterapia e a cirurgia deixaram algumas consequências, como alterações no sistema digestivo e perda significativa de peso, fatores que continuam exigindo cuidados médicos.