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Um menino de 3 anos de idade faleceu na madrugada desta quinta-feira, 9 de julho de 2026, após ter sido severamente espancado pelo próprio pai no município de Viamão, localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
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A criança estava internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, para onde havia sido transferida devido à complexidade de seu quadro clínico, mas não resistiu aos ferimentos.
O agressor, um missionário norte-americano de 33 anos, foi preso em flagrante no último domingo, 5 de julho, logo após conduzir o filho ferido a um hospital local em Viamão.
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Ao constatarem múltiplas lesões corporais no paciente, os profissionais de saúde acionaram o 18º Batalhão de Polícia Militar. Em depoimento prestado à Polícia Civil, o homem confessou o crime e justificou a violência alegando que agrediu o filho porque a criança não havia lhe dado “bom dia”.
No dia seguinte, segunda-feira, 6 de julho, a Justiça converteu a prisão em flagrante do suspeito em prisão preventiva. De acordo com as informações fornecidas pela delegada Luana Tamiozzo Medeiros, homem admitiu ter desferido socos na região do peito e do abdômen do menino, além de ter batido a cabeça da vítima contra o chão.
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O crime ocorreu no distrito de Águas Claras, localidade onde a família residia há cerca de seis meses. No total, o casal vivia no Brasil há cerca de nove anos. A investigação policial revelou ainda um histórico de violência familiar.
As autoridades identificaram registros em pelo menos outros dois estados brasileiros apontando que três dos outros filhos do casal, com idades de 5, 7 e 9 anos, também teriam sido vítimas de agressões físicas perpetradas pelo pai.
A situação de um bebê de 1 ano está sob apuração. Por determinação do Conselho Tutelar, todos os cinco filhos foram encaminhados para uma instituição de acolhimento.
A Polícia Civil também apura indícios de violência doméstica contra a esposa do missionário, em benefício de quem já foi solicitada uma medida protetiva de urgência. Os nomes dos envolvidos não foram revelados pelas autoridades de segurança