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O cinema brasileiro perdeu um de seus maiores símbolos de autenticidade e força dramática com a morte de Maria Ramos da Silva, artisticamente conhecida como Maria Ribeiro, aos 102 anos.
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A atriz faleceu em Genebra, na Suíça, no dia 29 de dezembro, conforme anunciado por sua filha, Wilma, por meio das redes sociais. A artista nasceu no interior da Bahia e teve uma infância moldada pela vivência no sertão.
Maria Ribeiro imortalizou-se na história da sétima arte ao interpretar a personagem Sinhá Vitória no filme Vidas Secas (1963), obra-prima de Nelson Pereira dos Santos baseada no livro homônimo de Graciliano Ramos.
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A trajetória de Maria Ribeiro na atuação começou de maneira inesperada enquanto ela trabalhava em um laboratório farmacêutico no Rio de Janeiro. Foi nesse período que o diretor Nelson Pereira dos Santos a descobriu.
Sua performance no longa-metragem não apenas a consolidou como um ícone do cinema das décadas de 1960 e 1970, mas também estabeleceu uma parceria duradoura com o cineasta.
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Entre as produções colaborativas, se destacam os filmes O Amuleto de Ogum (1974) e A Terceira Margem do Rio (1993). Além de sua contribuição para o Cinema Novo, a atriz também integrou o elenco de produções relevantes como Os Herdeiros (1970).
Antes de estabelecer residência na Suíça e de sua consagração nas telas, Maria Ribeiro viveu em Juazeiro, na Bahia, e em Pirapora, Minas Gerais. Ela se tornou uma atriz muito respeitada por conta de seus trabalhos no Brasil.
Sua partida encerra um ciclo de mais de um século de vida e uma carreira que representou, com realismo e sensibilidade, as raízes e as dificuldades do povo brasileiro. O falecimento da atriz ocorre em um período de despedidas marcantes para o cenário artístico.