Morre o “Rei do Bolero” grande nome da música que matou a esposa a tiros

Ele morreu neste sábado, dia 20 de dezembro

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O Brasil se despede de um dos nomes mais marcantes da música popular romântica. O cantor Lindomar Castilho, conhecido como o “Rei do Bolero”, morreu aos 85 anos neste sábado, dia 20 de dezembro, em Goiânia, após complicações de uma infecção pulmonar.

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Ele estava internado há cerca de um mês e teve sua morte confirmada pela filha, Lili De Grammont, por meio das redes sociais. Lindomar foi um dos artistas mais populares das décadas de 1960 e 1970, período em que suas canções embalaram corações apaixonados e dominaram as rádios de todo o país.

Dono de uma voz intensa e melodiosa, o cantor eternizou sucessos como “Você é Doida Demais” e “Vou Rifar Meu Coração”, músicas que se tornaram parte da história afetiva de gerações. O estilo passional e o repertório dramático consolidaram sua imagem como um dos maiores intérpretes do bolero brasileiro.

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Entretanto, sua trajetória também foi marcada por um episódio sombrio. Em 1981, Lindomar assassinou sua segunda esposa, a cantora Eliane de Grammont, durante uma apresentação em São Paulo.

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O crime chocou o país e se tornou símbolo da luta contra a violência doméstica. Condenado a 12 anos de prisão, o artista cumpriu parte da pena e foi libertado na década de 1990. Nas redes sociais, Lili De Grammont publicou um texto emocionado e reflexivo sobre a morte do pai.

Em um dos trechos, afirmou que “ao tirar a vida da minha mãe, ele também morreu em vida”, destacando o peso emocional que o episódio carregou por toda a família. Mesmo afastado dos palcos nos últimos anos, Lindomar deixou um legado musical que ultrapassa gerações.

Sua arte, repleta de emoção e intensidade, marcou o romantismo brasileiro e continua a ecoar em vozes que ainda se deixam levar pela melodia de um bolero bem cantado.

Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira