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Graves acidentes de trânsito continuam provocando cenas de enorme impacto nas rodovias brasileiras, especialmente em trechos perigosos e de pista simples. Em muitos casos, além das perdas humanas, as investigações acabam cercadas de versões conflitantes e dúvidas sobre o que realmente aconteceu segundos antes das colisões.
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Foi exatamente isso que ocorreu após o acidente envolvendo uma van e um caminhão na BR-116, na Bahia, que deixou 16 mortos e quatro feridos no último domingo, dia 31 de maio. O motorista do caminhão, Tauan Felipe Reinert Carlos, de 25 anos, negou durante audiência de custódia ter invadido a contramão da rodovia.
Esta hipótese foi inicialmente levantada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo ele, o veículo estava em baixa velocidade no momento da batida. “Eu não invadi a contramão. Estava reduzindo marcha na serra”, declarou o motorista durante a audiência realizada de forma virtual na segunda, dia 1 de junho.
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Mesmo ferido e internado no Hospital Geral de Santo Antônio de Jesus, Tauan teve a prisão convertida em preventiva após ser autuado por homicídio com dolo eventual. O acidente aconteceu em um trecho não duplicado da BR-116. O caminhão fazia o trajeto entre Juazeiro, na Bahia, e o Rio de Janeiro.
Já a van transportava familiares que retornavam de uma festa de aniversário em Amargosa com destino a Salvador. O impacto destruiu completamente a lateral da van, que foi arremessada para fora da pista após a colisão. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o veículo totalmente retorcido, com bancos espalhados e a parte frontal destruída.
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O caminhão também tombou na rodovia. Entre as vítimas estavam pai, madrasta, tios, primos e três crianças da mesma família. A aniversariante, motivo da viagem do grupo, não estava na van no momento do acidente.
Durante a perícia, a PRF informou que o cronotacógrafo do caminhão apresentava falhas de funcionamento, impedindo a comprovação exata da velocidade e do tempo de direção do condutor. Além disso, a Polícia Civil confirmou a apreensão de nove gramas de maconha dentro do veículo.
Os sobreviventes foram encaminhados para hospitais da região, e dois deles precisaram passar por procedimentos cirúrgicos. Enquanto isso, a Polícia Civil e a PRF seguem investigando as causas do acidente que abalou famílias e moradores da Bahia.