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Segundo informações do colunista Alessandro Lo-Bianco, o Ministério Público de São Paulo concluiu a análise do inquérito policial que investigou a denúncia de estupro contra o apresentador Otávio Mesquita.
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O inquérito foi aberto após denúncia da humorista Juliana Oliveira, por um episódio ocorrido em 2016, quando ela trabalhava como assistente de palco do “The Noite”, programa comandado por Danilo Gentili.
Na ocasião, Otávio Mesquita foi convidado do talk show e uma interação com Juliana gerou constrangimento. Na denúncia, a humorista afirmou ter sido tocada em suas partes íntimas sem seu consentimento.
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Após análise do caso, o MPSP solicitou o arquivamento do inquérito policial. Em sua análise, o promotor Luciano Constant Oliveira avaliou que embora a conduta do apresentador tenha sido “indevida e intensamente reprovável socialmente”, não existem provas suficientes para configurar crime de estupro.
O promotor destaca de despacho que a demora para a denúncia “em nada desqualifica a versão da vítima”, reconhecendo que casos de abuso sexual podem demorar para ser “compreendidos” pela vítima.
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Sobre a cena, que foi ao ar e mostra o desconforto da humorista, o promotor avaliou que não existem provas suficientes que sejam capazes de comprovar que o apresentador tenha tido dolo, agido com violência ou grave ameaça, o que seria necessário para configurar o crime de estupro.
O despacho reconhece, ainda, que a ação do apresentador, embora “indevida”, pode ser entendida como uma performance humorística. Para o promotor, existe “dúvida razoável” se Mesquita de fato teve intenção de praticar ato violento ou fazer uma performance artística.
A manifestação do MPSP foi divulgado com exclusividade pelo colunista e ainda não foi comentado por nenhuma das partes. Juliana acionou também o SBT, por entender que a empresa falhou em lhe oferecer suporte após o que alega ter sido um crime sexual.