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O avanço da tecnologia tem permitido à ciência avançar em várias áreas, inclusive na própria medicina. De tempos em tempos, casos demostram que as inovações são capazes de mudar vidas.
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Há uma semana atrás, na segunda-feira (20/10), uma mulher de 62 anos deu a luz pela sexta vez. A criança, batizada de Miriã Vitória, nasceu graças ao procedimento de técnica de fertilização in vitro (FIV).
Carmelina Alves Albino e o marido, Jefferson, já tinham cinco filhos juntos: todos com idades entre 42 e 22 anos. A família também já conta com 9 netos, com o mais novo tendo 4 anos e o mais velho 19.
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Mesmo com a família grande e os filhos já criados, o casal decidiu tentar mais uma vez e recorreu à tecnica de FIV para tornar a gestação possível. Miriã nasceu prematura, mas já recebeu alta.
Carmelina, por sua vez, continua se recuperando depois do parto. Em razão da idade, os cuidados com a mamãe precisaram ser ainda maiores. Felizmente, ela se recupera bem.
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A fertilização in vitro acontece quando parte do processo de fecundação acontece de forma “artificial”. Médicos conseguem fertilizar o óvulo em laboratório, usando uma amostra de sêmen (que pode ser do parceiro da gestante, se houve; ou de um doador).
No caso de Carmelina, o óvulo fecundado não era dela, mas sim de uma doadora. A escolha aconteceu por conta da idade, já que as chances aumentam quando o óvulo é jovem. No Brasil, mulheres com idade entre 18 e 37 anos, podem doar óvulos.
“Esse óvulo é fertilizado em laboratório com o sêmen do parceiro da paciente ou de um doador. O embrião formado é, então, transferido para o útero da mulher receptora, que será a gestante”, detalhou a dra. Paula Marin.