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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tornou-se o centro de um intenso debate e recebeu críticas nas plataformas digitais após comentar o iminente encerramento do prazo da prisão domiciliar de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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O posicionamento foi manifestado publicamente durante o evento oficial de lançamento da pré-candidatura de Thiago Manzoni à Câmara dos Deputados, realizado na última terça-feira, 9 de junho de 2026.
A polêmica instalou-se quando Michelle foi interpelada por jornalistas a respeito do término do período de 90 dias da medida humanitária que mantém o ex-mandatário detido em sua residência, concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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Ao responder sobre a contagem do prazo e o possível retorno do marido ao regime fechado em uma unidade prisional, a presidente do PL Mulher demonstrou distanciamento da contabilidade das datas.
“Estou tão atarefada que nem prestei atenção, sei que são 90 dias, espero que ele continue em casa”, declarou Michelle Bolsonaro, ao dar sua opinião sobre o assunto.
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A declaração gerou uma reação imediata e majoritariamente negativa entre os internautas nas redes sociais. Diversos usuários criticaram o tom leve e o semblante sorridente exibido pela ex-primeira-dama ao abordar um tema juridicamente grave.
Muitos passaram a interpretar a fala como uma suposta falta de zelo ou desatento com a iminente possibilidade de o ex-presidente retornar ao cárcere.
A prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro foi chancelada pelo ministro Alexandre de Moraes para viabilizar tratamentos de saúde específicos fora do ambiente carcerário comum, estabelecendo um teto inicial de 90 dias que tem previsão de encerramento no final deste mês de junho.
Apesar da repercussão negativa da frase inicial, Michelle utilizou o restante de sua fala no evento político para sinalizar que o corpo jurídico que atende a família adotará as medidas legais necessárias para pleitear a extensão do benefício junto à Suprema Corte.
A ex-primeira-dama justificou a necessidade de manutenção do regime domiciliar com base nas oscilações do quadro de saúde do ex-presidente, relatando que, embora ele apresente momentos de melhora no período matutino, costuma sofrer com crises de soluço.
Michelle fez um apelo público expressando o desejo de que o ministro relator se sensibilize com as condições clínicas do paciente e autorize a prorrogação da permanência no lar.
Por fim, ela desmentiu boatos que circulavam nos bastidores de Brasília sobre uma suposta audiência privada agendada com Alexandre de Moraes, esclarecendo que não conduzirá as tratativas pessoalmente e que aguardará a petição formal.