Pai enxerga falha no atendimento ao filho que não resistiu após ser picado por escorpião: ‘Não tinham preparo’

O pai enxergou que houve problemas em relação ao atendimento de seu filho e mais detalhes diante do ocorrido foram expostos e chamaram atenção.

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A cidade de Conchal, na região de São Paulo, vive um dia de luto e indignação nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, com a despedida do pequeno Bernardo de Lima Mendes, de apenas 3 anos de idade.

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A tragédia teve início na noite da última terça-feira, enquanto o menino brincava no quintal de casa e foi atingido por duas picadas de escorpião no ombro ao se encostar em um colchão.

O pai, Paulo Mendes, agiu prontamente ao capturar o animal e levar o filho ao Hospital e Maternidade Madre Vannini, mas o que se seguiu foi uma sequência de obstáculos e supostas falhas que culminaram na morte da criança na manhã de quarta-feira.

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Em um relato carregado de dor, o pai descreveu momentos de desespero dentro da unidade de saúde, afirmando que houve uma demora crítica na identificação da gravidade do caso.

Segundo Paulo, Bernardo gritava de dor e vomitava intensamente, enquanto a equipe médica parecia despreparada para lidar com a situação, chegando a ouvir de um funcionário que ele só conhecia aqueles sintomas por meio de vídeos.

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O fator mais determinante, no entanto, foi a ausência do soro antiescorpiônico no hospital de Conchal, um recurso vital para neutralizar o veneno em crianças, que são muito mais vulneráveis às toxinas do animal.

Diante da falta do medicamento e da ausência de uma UTI pediátrica, foi necessária a transferência para a Santa Casa de Araras, mas a logística do socorro também enfrentou problemas. ‘Não tinham preparo’

O Samu teria levado cerca de 40 minutos para iniciar o deslocamento e, durante o trajeto de aproximadamente 20 quilômetros, o menino sofreu sua primeira parada cardíaca.

Ao dar entrada no hospital de Araras já em estado gravíssimo, Bernardo recebeu seis ampolas de soro e foi entubado, mas seu pequeno organismo não resistiu às complicações do envenenamento e a morte foi confirmada pouco tempo depois.

As justificativas oficiais das instituições envolvidas apontam para questões de protocolo e logística regionalizada. A Prefeitura de Conchal esclareceu que o município não é uma unidade de referência para o armazenamento de soros antivenenos.

O Hospital Madre Vannini reiterou que adotou as medidas clínicas possíveis dentro de suas limitações estruturais. Enquanto as autoridades defendem os fluxos do sistema, a família e os moradores de Conchal questionam a centralização deste recurso.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.