Partida de policial que perdeu 40% do crânio após receber tiro de fuzil em 2025 é confirmada e esposa desabafa: ‘Nos despedimos’

A esposa do piloto desabafou após a partida de seu marido.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Governo do Estado confirmaram, neste domingo (17 de maio de 2026), o falecimento do agente Felipe, integrante da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

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O policial vinha travando uma emblemática e dolorosa batalha pela sobrevivência desde que foi baleado na cabeça durante uma operação oficial em 20 de março de 2025.

Ao longo de 14 meses, sua rotina alternou-se entre milagres clínicos, comas prolongados e cirurgias de alta complexidade, mobilizando uma grande corrente de solidariedade dentro e fora das corporações de segurança.

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A trajetória de Felipe no ambiente hospitalar foi inteiramente documentada por sua esposa, Keidna, que transformou suas redes sociais em um diário de fé e resistência.

Nas publicações, ela frequentemente exaltava o orgulho que o marido sentia de sua atuação na aviação pública, onde acumulou passagens por forças de segurança em estados como Goiás, Sergipe e Alagoas, além de resgates no Samu, combate a incêndios na Região Sul e operações offshore.

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Após o atentado, o policial permaneceu mais de sete meses sob cuidados intensivos no CTI neurológico do Hospital São Lucas, superando infecções severas e passando por uma cranioplastia para reconstruir a estrutura craniana.

Em novembro do ano passado, o agente protagonizou um momento de profunda emoção ao receber alta da UTI sob os aplausos da equipe médica, coincidindo com o aniversário de 15 anos de casamento do casal.

A tão esperada alta hospitalar ocorreu em dezembro de 2025, celebrada com um cortejo de viaturas e homenagens de aeronaves da corporação. Já em ambiente doméstico, Felipe dava os primeiros passos rumo à reabilitação, conseguindo fazer alguns movimentos.

“Um guerreiro do início ao fim. Hoje nos despedimos com dor, mas também com gratidão por toda força, amor e exemplo que deixou em nossas vidas. Seu legado jamais será esquecido”

A primeira palavra registrada por ele em uma folha de papel na virada para 2026 foi “amor”, o que foi recebido pela família como o símbolo máximo de sua vitória.

Contudo, o início de 2026 trouxe novos e severos desafios. Em janeiro, uma nova infecção exigiu a retirada emergencial da prótese craniana. O quadro clínico voltou a apresentar oscilações graves e, em abril, no dia de São Jorge, Felipe enfrentou uma cirurgia.

Dias após o procedimento, novos sangramentos intracranianos forçaram uma intervenção cirúrgica de emergência para a remoção de um hematoma, fazendo com que o policial retornasse ao estado de sedação e dependência de ventiladores mecânicos. Embora tenha apresentado breves sinais de consciência no início de maio, o agente não resistiu às sucessivas complicações.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.