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Investigações que envolvem mortes inicialmente tratadas como casos isolados costumam ganhar novos contornos à medida que provas técnicas são analisadas com mais profundidade.
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Em muitos episódios, dados digitais recuperados de aparelhos eletrônicos têm papel decisivo para reconstituir os últimos momentos das vítimas e confrontar versões apresentadas por envolvidos. Foi o que ocorreu no caso da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, morta em fevereiro na capital paulista.
Um laudo pericial recente apontou que mensagens apagadas do celular da vítima foram recuperadas, revelando diálogos importantes com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso desde o último dia 18 de março.
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Segundo os investigadores, os registros indicam que houve manipulação no aparelho após o ocorrido. De acordo com a análise técnica, as últimas conversas entre o casal ocorreram na noite anterior ao episódio.
Nas mensagens, Gisele expressava claramente o desejo de encerrar o relacionamento e pedia que o oficial formalizasse o divórcio. O conteúdo contraria a versão apresentada por ele, que afirma que a companheira não aceitava o fim do casamento.
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A perícia também identificou que o celular da vítima foi desbloqueado minutos após o disparo que a atingiu, o que levanta a suspeita de que as mensagens tenham sido apagadas nesse intervalo.
No aparelho do oficial, por sua vez, não foram encontrados registros das conversas daquele período, reforçando as dúvidas sobre a integridade das informações inicialmente apresentadas.

Outro ponto destacado na investigação é o intervalo entre o momento do disparo e o acionamento do socorro, considerado elevado pelos investigadores. Quando as equipes chegaram ao local, Gisele ainda apresentava sinais vitais e foi levada ao hospital, mas não resistiu.
Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita e, posteriormente, como feminicídio. As mensagens recuperadas, somadas a depoimentos e outros elementos, indicam um relacionamento marcado por conflitos e divergências sobre a separação.

O oficial permanece preso e sustenta a versão inicial. A investigação segue em andamento, com o objetivo de esclarecer completamente a dinâmica dos fatos. O caso evidencia o papel fundamental da perícia digital na busca por respostas e na reconstrução de episódios que envolvem versões conflitantes.