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A fama na internet pode abrir portas, conquistar seguidores e transformar pessoas em referências para milhares de usuários, mas também pode ser explorada para atividades ilegais. No Distrito Federal, a Polícia Civil investiga justamente o uso da influência digital na divulgação de substâncias proibidas.
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Entre os presos preventivamente na Operação Narciso, deflagrada nesta quarta, dia 12 de agosto, está um personal trainer que ganhou projeção nacional por um episódio policial que chamou a atenção do país.
Eduardo Alves ficou conhecido em 2022, quando seu nome apareceu em um caso envolvendo sua esposa e Givaldo Alves, episódio que repercutiu amplamente nas redes sociais e na imprensa. Anos depois, o personal trainer voltou ao radar das autoridades, desta vez por uma suspeita relacionada ao comércio clandestino de anabolizantes.
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Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Eduardo era atleta patrocinado e garoto-propaganda da New Science, apontada como um dos laboratórios clandestinos atingidos pela operação.
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Ele também teria utilizado seu perfil no Instagram para promover produtos da marca, ampliando o alcance das substâncias entre pessoas interessadas em ganho de massa muscular e desempenho físico.
A Operação Narciso é conduzida pela Divisão de Defesa do Consumidor e foi apresentada pelas autoridades como uma das principais ações do ano contra a comercialização irregular de esteroides e outros produtos proibidos.
As investigações apontam para uma estrutura organizada de fabricação e distribuição. Conforme explicou o delegado Rodrigo Carbone, os envolvidos atuavam em um mercado clandestino de anabolizantes e são tratados pela polícia como integrantes de uma atividade semelhante ao tráfico de drogas.
Um dos pontos que mais chama atenção no esquema é o chamado “cozimento”. A expressão seria utilizada para identificar a produção artesanal de substâncias destinadas ao consumo humano.
De acordo com a investigação, os produtos eram preparados em cozinhas de residências, fundos de imóveis e outros locais sem condições adequadas de higiene, controle sanitário ou segurança.
A suspeita é de que a estratégia combinava produção clandestina com divulgação nas redes sociais, utilizando pessoas conhecidas no meio fitness para alcançar potenciais consumidores.
O caso agora deverá avançar com a análise das provas reunidas pela polícia e a apuração da participação individual dos investigados no esquema.