Pescador que ficou a deriva por mais de um ano e sobreviveu é processado; entenda

O caso vem gerando muita polêmica.

ANÚNCIOS

Histórias de sobrevivência em alto-mar sempre despertam fascínio e dúvidas, especialmente quando envolvem longos períodos em condições extremas. Em um caso que ainda provoca debates, um pescador salvadorenho reapareceu em 2014 após mais de um ano desaparecido no Oceano Pacífico.

ANÚNCIOS

Ele foi encontrado nas Ilhas Marshall, cerca de 10 mil quilômetros distante do ponto de partida, reabrindo um episódio que parecia encerrado desde o fim de 2012. Encontrá-lo vivo foi mencionado como um milagre naquela ocasião.

José Alvarenga e o mexicano Ezequiel Córdoba haviam saído para pescar na costa do México em novembro de 2012, mas enfrentaram uma pane no motor da embarcação, que acabou sendo arrastada mar adentro.

ANÚNCIOS

De acordo com Alvarenga, Córdoba não resistiu às dificuldades da deriva e morreu após cerca de dois meses, enquanto ele seguiu sozinho até ser resgatado. Durante mais de 400 dias, o sobrevivente afirma ter se alimentado do que conseguia pescar ou capturar no oceano, enfrentando fome, sede e solidão.

O retorno, no entanto, não foi acompanhado apenas de alívio. A versão do salvadorenho começou a ser questionada por autoridades e pela opinião pública, com hipóteses levantando a possibilidade de um desfecho mais sombrio.

ANÚNCIOS

A estabilidade física apresentada por Alvarenga ao ser encontrado gerou especulações, incluindo suspeitas de canibalismo e homicídio. Apesar disso, ele manteve sua versão ao longo das investigações e chegou a realizar um teste de polígrafo, cujo resultado corroborou seu relato.

A falta de evidências impediu qualquer acusação formal naquele momento. Inicialmente, os familiares de Córdoba aceitaram a explicação e chegaram a receber Alvarenga em visita. No entanto, a situação mudou após a publicação de um livro baseado no caso, intitulado 438 Dias.

A obra gerou indignação na família do mexicano, que considerou o lucro obtido um desrespeito à memória do parente perdido. O caso resultou em uma ação judicial no México, com pedido de indenização milionária e uma acusação formal de canibalismo.

Mesmo assim, a defesa de Alvarenga acredita que o processo pode ser arquivado, considerando a ausência de provas e testemunhas. O episódio continua a gerar discussões sobre os limites da resistência humana e os dilemas éticos em situações extremas.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.