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A cantora Pocah, de 31 anos, usou suas redes sociais nesta quarta-feira, 26 de novembro, para relatar um episódio de assédio verbal que sofreu enquanto caminhava na rua.
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Visivelmente abalada, ela afirmou ter sido chamada de “baranga” por um policial, situação que classificou como ofensiva e desrespeitosa. A declaração foi acompanhada de vídeos publicados pela artista, nos quais demonstrou indignação diante do ocorrido e compartilhou sua reação de incredulidade e desconforto.
Segundo Pocah, o comentário foi feito de forma gratuita e inesperada, sem qualquer interação prévia que justificasse a abordagem. A artista destacou o constrangimento por ter sido alvo de ofensa justamente por parte de um agente que deveria zelar pela segurança da população.
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Em suas palavras, expressou frustração ao ver “quem era para proteger, vir atacar gratuitamente uma mulher que não fez absolutamente nada”. Em tom irônico, a cantora comentou o caso nas redes com frases como “Como é bom ser mulher nesse país”, ao mesmo tempo em que reforçou sua tristeza com o fato de episódios assim ainda serem naturalizados.
Ela também se antecipou a possíveis críticas, ao dizer que não se trata de exagero ou “mimimi”, mas sim de um problema estrutural que atinge muitas mulheres no cotidiano.
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A situação repercutiu rapidamente entre seus seguidores, gerando apoio e solidariedade. Muitos internautas manifestaram indignação e cobraram providências diante do comportamento do agente público envolvido.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) foi procurada para esclarecer o episódio, e o espaço segue aberto para que se manifeste oficialmente sobre o caso.
https://www.instagram.com/p/DRieG1SERC0/
O relato de Pocah reacende o debate sobre assédio verbal, especialmente quando praticado por agentes do Estado, e sobre os desafios enfrentados pelas mulheres em espaços públicos.
A denúncia da artista destaca a importância de que casos como este sejam levados a sério e investigados com rigor, não apenas por se tratar de uma figura pública, mas por refletir uma realidade vivida por muitas outras brasileiras todos os dias.