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No último fim de semana, dezenas de cidades brasileiras foram palco de manifestações convocadas contra a aprovação da PEC da Blindagem, além da aprovação da urgência pela tramitação da PEC da Anistia.
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A pressão deixou o recado claro, que também vem sendo observado nas redes sociais: o de que a população não esta satisfeita com a atuação da Câmara dos Deputados. Além da aprovação de temas polêmicos, o Congresso também é criticado por não pautar projetos de interesse público, especialmente a isenção do IR para quem recebe até R$5 mil e a escala 6×1.
As manifestações parecem ter tido alguma repercussão e isso se observa pelo discurso adotado por Hugo Motta durante evento privado, voltado ao mercado financeiro.
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“É chegado o momento de tirarmos da frente todas essas pautas tóxicas. Talvez a Câmara dos Deputados tenha tido, na semana passada, a semana mais difícil e mais desafiadora”, disse. Motta afirmou que ninguém mais aguenta as discussões.
Motta prosseguiu afirmando que “o Brasil tem que olhar pra frente, tem que discutir aquilo que realmente importa, que é uma reforma administrativa, questão do imposto de renda, da segurança pública”.
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Ao falar sobre a PEC da Blidagem, Motta negou que a Câmara esteja buscando imunidade para cometer crimes e defendeu que os parlamentares estão apenas buscando condições de trabalhar. Motta também afirmou que vai respeitar a decisão do senado.
A PEC da Blindagem é um dos projetos mais polêmicos dos últimos anos. Na prática, qualquer investigação contra um parlamentar precisará de autorização prévia do próprio parlamento. As críticas tem sido imensas ao texto do projeto.
A aprovação do projeto contou com votação massiva da extrema direita e do centrão, com resistência maior de partidos de esquerda – embora o PT tenha registrado 12 votos a favor.