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O início do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro reacendeu tensões no núcleo político que ainda o acompanha de perto. O político foi detido após violação da tornozeleira eletrônica.
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Nos últimos dias, familiares e interlocutores próximos relataram que Bolsonaro tem manifestado forte apreensão quanto à própria segurança dentro da carceragem da Polícia Federal em Brasília.
Segundo essas pessoas, ele teme ser envenenado e, por isso, solicitou autorização para receber alimentos levados por parentes, e não apenas seguir a dieta oferecida pela unidade prisional.
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A autorização foi concedida nesta terça-feira, 25 de novembro, pelo ministro Alexandre de Moraes, permitindo que alguém previamente cadastrado entregue refeições em horários definidos e monitorados pela PF.
Essa preocupação, conforme relatado por aliados, está relacionada à visão que Bolsonaro tem sobre sua trajetória política desde o atentado de 2018. Ele voltou a dizer que não acredita na conclusão da Polícia Federal de que Adélio Bispo agiu sozinho.
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Em conversas recentes, afirmou estar convencido de que o episódio foi financiado por forças que, em sua avaliação, agora atuariam para eliminá-lo. Segundo ele, esse suposto grupo teria interesse em impedir sua permanência na arena política, o que reforça, em sua visão, a necessidade de vigilância constante sobre sua alimentação e rotina no cárcere.
Paralelamente às questões envolvendo segurança pessoal, Bolsonaro enfrenta pressão de aliados para definir o nome que representará o campo conservador na disputa presidencial do próximo ano.
Mesmo preso, ele tem evitado anunciar um sucessor político imediato. Pessoas próximas afirmam que o ex-presidente receia perder protagonismo caso oficialize sua indicação, o que poderia provocar afastamento de parte da classe política e reduzir sua capacidade de influenciar os rumos da direita.
Dirigentes ligados ao Centrão, porém, argumentam que a definição precisa ocorrer ainda este ano para permitir que o escolhido ganhe visibilidade, organize uma pré-campanha consistente e acumule força suficiente para enfrentar a candidatura à reeleição do presidente Lula.
A resistência de Bolsonaro, somada às incertezas do cenário judicial, mantém seu grupo dividido e à espera de sinais sobre os próximos passos, tanto no campo jurídico quanto no político.