Prints revelam supostas conversas entre traficante do CV e aliado de Flávio Bolsonaro

Traficante do CV relatou ao ex-assessor de TH Joias encontros e troca de favores com Gutemberg Fonseca.

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Investigações da Polícia Federal revelaram trocas de mensagens entre o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, apontado como liderança do Comando Vermelho, e pessoas ligadas ao meio político no Rio de Janeiro.

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As conversas, interceptadas entre maio e agosto de 2025, mencionam o então secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, indicado ao cargo em 2023 pelo senador Flávio Bolsonaro e atualmente pré-candidato a deputado federal pelo PL.

Os diálogos mostram que Índio do Lixão mantinha contato frequente com Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, ex-assessor do antigo deputado TH Joias. Em uma das mensagens, o traficante afirmou que Gutemberg teria conquistado “mérito” após ele resolver uma situação relacionada a interesses discutidos entre os envolvidos.

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Segundo o relatório da PF, o primeiro encontro citado ocorreu em maio de 2025. Nas mensagens, Índio pergunta a Dudu onde ele estava e afirma que “Guto”, apelido usado para se referir a Gutemberg Fonseca, já estava presente junto com outras pessoas em uma reunião.

Na época, o traficante ainda não possuía mandado de prisão em aberto. As investigações também apontam que o criminoso buscava influência política e administrativa por meio de aliados.

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Em julho de 2025, uma conversa tratava de uma possível nomeação articulada por Marcos José Menezes, ex-servidor ligado ao Procon estadual e aliado político de Gutemberg. Dudu chegou a pedir os dados pessoais do traficante para agilizar o processo citado nas mensagens.

Outro ponto investigado envolve Alessandro Pitombeira Carracena, ex-subsecretário estadual de Defesa do Consumidor e ex-secretário de Esportes e Lazer.

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De acordo com a PF, ele continuava mantendo contato com Índio do Lixão mesmo após deixar o cargo público e teria recebido dinheiro para atender demandas ligadas à organização criminosa.

Carracena está preso desde setembro de 2025. Em uma das conversas, o traficante relatou a Carracena que havia encontrado Gutemberg Fonseca em uma reunião política e comentou que poderia ajudá-lo eleitoralmente.

Em seguida, afirmou que o secretário elogiou o advogado e demonstrou proximidade ao ouvir referências sobre ele. Gutemberg Fonseca negou qualquer ligação com Índio do Lixão e disse que nunca manteve relação com o traficante ou com Dudu.

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O ex-secretário afirmou que participa de muitos encontros públicos e destacou que, caso tivesse envolvimento irregular, teria sido formalmente indiciado pela Polícia Federal.

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Ele também confirmou que mantém relação política com Marcos José Menezes, responsável por coordenar campanhas eleitorais dele. Apesar disso, reforçou que sempre atuou contra o crime organizado e afirmou não compreender por que seu nome aparecia nas conversas interceptadas pela investigação.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.