“Raciocínio dele era de uma criança de 5 anos”, diz diretor de presídio sobre o caso do jovem que foi morto por leoa

O diretor do presídio local deu mais detalhes sobre como era a convivência com ‘Vaqueirinho’, o jovem que foi devorado por uma leoa.

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Após uma morte chocante que poderia ter sido evitada, o diretor da Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega desabafou, nesta segunda-feira, dia 1º de dezembro.

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Edmilson Alves, conhecido como “Selva”, classificou a morte de Gerson de Melo Machado, o “Vaqueirinho”, como uma “tragédia anunciada”, revelando que já havia alertado autoridades sobre os graves transtornos mentais do rapaz de 19 anos.

As fontes do alerta são vídeos divulgados pelo próprio diretor e pelo chefe de disciplina da unidade, Yves. Segundo os agentes, Gerson tinha o “raciocínio de uma criança de 5 anos” e precisava ser acalmado com doces para não se rebelar.

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“A gente sabia que ele precisava de ajuda e de tratamento”, afirmou Edmilson.  “Infelizmente, a gente via que o raciocínio dele era de uma criança de 5 anos”, declarou.

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Com a notícia da tragédia, o histórico de negligência veio à tona. Em setembro, o diretor já havia gravado um vídeo alertando que Vaqueirinho não era “uma pessoa normal”, relatando episódios de automutilação e surtos dentro do presídio.

O diretor também lamentou que ninguém da família dele o aceitava. Diante da situação, a conselheira tutelar Verônica Oliveira, que acompanhou o jovem por oito anos, confirmou a obsessão fatal.

Gerson nutria o sonho fixo de ir para a África “domar leões”. Em um episódio anterior, ele chegou a cortar a cerca do aeroporto e entrar no trem de pouso de um avião, sendo salvo pelas câmeras de segurança antes da decolagem.

Desde a infância, a vida de Gerson foi marcada pela pobreza extrema e pela doença mental da mãe, diagnosticada com esquizofrenia. Com 16 passagens pela polícia por pequenos delitos, o jovem vivia em um ciclo de internações e ruas, sem o tratamento psiquiátrico.

No momento, a Prefeitura de João Pessoa afirma que o zoológico segue as normas de segurança e que o jovem escalou um muro de 6 metros para entrar no recinto.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.