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A morte do policial militar Igor Guerra causou forte comoção entre colegas de farda, alunos e moradores do Oeste catarinense. Conhecido pelo trabalho na segurança pública e também pela atuação como professor de artes marciais, ele era visto por amigos como uma pessoa dedicadae sempre disposta a ajudar.
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A notícia mobilizou mensagens de apoio à família e homenagens nas redes sociais, especialmente após a confirmação de um gesto que poderá transformar a vida de outras pessoas.
Igor tinha 32 anos e atuava no 2º Batalhão de Polícia Militar de Fronteira, em Chapecó. Ele morreu nesta terça-feira depois de permanecer internado em estado grave desde sábado, quando sofreu um acidente envolvendo três veículos em Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul.
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Segundo informações da família, o policial seguia para o trabalho no momento da colisão. Com o impacto, Igor sofreu traumatismo craniano e foi levado ao Hospital Regional do Oeste, onde permaneceu sob cuidados intensivos nos últimos dias.
Durante o período de internação, a companheira dele, Raquel Odorcik, atualizou familiares e amigos sobre o estado de saúde do policial. Ela explicou que as lesões atingiram regiões delicadas do cérebro, incluindo o tronco cerebral, o que tornava o quadro extremamente delicado.
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Mesmo diante da dor, a família decidiu autorizar a doação dos órgãos do policial. Segundo Raquel, o procedimento poderá beneficiar entre sete e oito pessoas que aguardam por transplantes.
Além da carreira na Polícia Militar, ele também era professor de boxe e muay thai em uma escola de artes marciais, onde era admirado pelos alunos pela forma acolhedora e motivadora com que ensinava.
Em mensagens de despedida, amigos lembraram do sorriso marcante e da facilidade que ele tinha em fazer qualquer ambiente se tornar mais leve. Natural de Frederico Westphalen, Igor ingressou na Polícia Militar em 2016 e atualmente trabalhava no município de São Carlos.
Em nota oficial, o comando do 2º BPM destacou o profissionalismo e o comprometimento do policial ao longo da carreira, ressaltando que sua dedicação à segurança pública permanecerá viva na memória dos colegas e da corporação.
O caso também reforçou discussões sobre a importância da doação de órgãos, um gesto capaz de oferecer esperança a famílias que aguardam por uma nova chance de vida.