SC: Mensagem de corretora que foi morta tem detalhe sobre suspeita que chama a atenção: ‘Era minha amiga’

O crime chocante segue sob investigação.

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Casos de desaparecimento seguidos de investigações complexas costumam mobilizar autoridades e familiares, principalmente quando surgem pistas que indicam conflitos anteriores ou relações que despertam suspeitas.

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Em muitas situações, mensagens trocadas antes do ocorrido acabam se tornando peças importantes para compreender o contexto vivido pela vítima nos meses anteriores. Esses registros podem revelar preocupações, mudanças de comportamento ou desconfianças que só ganham significado após o início das apurações.

Foi nesse cenário que familiares da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas passaram a revisitar conversas antigas mantidas com ela. A mulher, que vivia em Florianópolis, havia comentado com o irmão, ainda em novembro de 2025, sobre uma frustração envolvendo a administradora do conjunto residencial onde morava.

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Na troca de mensagens, ela afirmou ter se decepcionado com a pessoa que administrava o local e comentou que, depois daquele episódio, deixaria de confiar totalmente nas pessoas.

Corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas relatou decepo com administradora de imvel presa meses antes de ser morta Foto Redes sociais Reproduo Arquivo pessoal

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O irmão, Matheus Estivalet Freitas, relatou que não sabe exatamente o que motivou o desabafo, mas lembrou que a irmã costumava confiar facilmente em quem estava por perto. A administradora do residencial, Ângela Maria Moro, de 47 anos, passou a ser investigada e foi presa inicialmente por suspeita de receptação.

Segundo os relatos dos agentes de investigação da Polícia Civil, diversos objetos que pertenciam à corretora foram encontrados no conjunto habitacional que ela dizia administrar e onde a vítima residia.

Durante audiência judicial, o magistrado responsável pelo caso apontou a existência de indícios relacionados à morte da corretora e autorizou a prisão temporária da suspeita por 30 dias. Em depoimento, ela negou participação no ocorrido.

Outras duas pessoas também foram detidas durante a investigação: Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho da vítima, e Letícia Jardim, de 30 anos, companheira dele.

O homem era procurado pela Justiça em razão de outro processo ocorrido no estado de São Paulo e vivia a poucos metros da residência de Luciani, no mesmo conjunto localizado na Praia do Santinho.

Segundo familiares, a corretora mantinha contato frequente com parentes, mesmo morando sozinha na capital catarinense. O alerta surgiu quando mensagens enviadas pelo celular dela começaram a apresentar erros incomuns e quando ela deixou de entrar em contato em uma data importante para a família.

O desaparecimento foi registrado em 9 de março. Dias depois, restos mortais foram encontrados na zona rural de Major Gercino, e a polícia confirmou posteriormente que pertenciam à corretora.

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A investigação segue em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias do caso. Enquanto aguardam respostas, familiares reforçam a importância de atenção a sinais de alerta em relações pessoais e da confiança depositada nas pessoas ao redor.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.