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A força dos ventos provocados por um ciclone extratropical causou impactos significativos em Dionísio Cerqueira, município localizado no Extremo-Oeste de Santa Catarina.
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A cidade está entre as mais afetadas da região, com danos severos registrados especialmente nas comunidades do Distrito de Jorge Lacerda e da Linha Gleba da União.

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Conforme relatos de repórteres que estiveram no local, os sinais de destruição sugerem a possibilidade de uma microexplosão, fenômeno atmosférico caracterizado por rajadas intensas em um curto período de tempo. Apesar do cenário, até o momento, não há registro de feridos ou vítimas fatais.
O ambiente nas áreas atingidas foi descrito por moradores como caótico. Árvores de grande porte foram arrancadas, telhados foram levados pelo vento e construções sofreram danos estruturais.
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Em um dos depoimentos, uma moradora relatou que precisou se abrigar no banheiro com a filha pequena para escapar dos ventos, que pareciam arrastar tudo ao redor. O medo se espalhou entre os residentes, que viram suas casas e estabelecimentos serem atingidos em questão de minutos.
Entre os danos mais significativos está a destruição da Escola de Educação Básica Jacob Maran, no Distrito de Jorge Lacerda. A estrutura ficou completamente comprometida, e a queda de galhos e telhas bloqueou a saída de professores e alunos que ainda estavam no prédio.
O ginásio de esportes da instituição também foi severamente danificado, com parte da estrutura desabando. A diretora relatou que tudo ocorreu de forma repentina, deixando as crianças em estado de choque.

Grande parte da cidade permanece sem energia elétrica, o que tem dificultado o trabalho das equipes de segurança, defesa civil e voluntários que atuam na limpeza das vias e no levantamento dos estragos.
A interrupção no fornecimento de energia também afeta a comunicação entre as comunidades e os serviços de emergência, tornando o trabalho de resposta mais desafiador.

A situação em Dionísio Cerqueira evidencia a vulnerabilidade de muitas cidades diante de fenômenos meteorológicos extremos e reforça a necessidade de planos de contingência e investimentos em infraestrutura para reduzir os riscos em eventos futuros.