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Após a morte de uma pessoa, a família costuma enfrentar uma série de trâmites legais que vão desde a liberação do corpo até questões de herança e inventário. No entanto, quando há conflitos familiares e um passado marcado por crimes notórios, esses processos ganham contornos ainda mais complexos.
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Foi o que aconteceu após o falecimento do médico Miguel Abdala Netto, de 76 anos, tio de Suzane von Richthofen, encontrado sem vida em sua casa no Campo Belo, zona sul de São Paulo.
O corpo de Miguel foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde permanece enquanto a polícia investiga a causa da morte, considerada suspeita. No dia seguinte, Suzane compareceu à 27ª Delegacia de Polícia para tentar liberar o corpo, alegando ser a parente consanguínea mais próxima.
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A situação surpreendeu os agentes, já que foi nessa mesma delegacia que, em 2002, foi registrado o assassinato de seus pais, caso que a tornou uma das figuras mais conhecidas da crônica policial brasileira.
De acordo com informações apuradas, o médico não tinha filhos nem irmãos vivos, sendo Suzane e Andreas von Richthofen seus únicos herdeiros diretos. O patrimônio deixado por Miguel inclui imóveis no Campo Belo e um sítio no litoral paulista, avaliados em cerca de R$ 5 milhões. Entretanto, a liberação do corpo foi negada pela polícia, e o caso seguiu para decisão judicial.
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No dia anterior, Sílvia Magnani, ex-companheira do médico, também havia tentado realizar o procedimento, sem sucesso. Ela declarou que Miguel “não queria deixar nada” para Suzane e que havia expressado seu descontentamento com a sobrinha em diversas ocasiões.
Enquanto exames toxicológicos são realizados para esclarecer as circunstâncias da morte, o episódio reacende memórias de um passado conturbado e abre um novo capítulo de disputas familiares, agora, envolvendo não apenas herança, mas também o direito de despedida.