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Momentos que deveriam ser marcados apenas por alegria e emoção podem, em situações extremamente incomuns, se transformar em episódios de grande apreensão dentro de uma maternidade.
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Embora hospitais contem com rígidos protocolos de segurança para proteger mães e recém-nascidos, casos isolados mostram que a atenção de familiares e profissionais continua sendo essencial para evitar acontecimentos inesperados.
Foi justamente a rápida reação de uma familiar que impediu uma tentativa de sequestro de uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI). A suspeita é uma técnica de enfermagem identificada como Auricélia Rocha, que trabalhava na unidade havia pouco mais de dois anos, mas estava de folga no dia em que o caso aconteceu.
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Imagens de câmeras de segurança registraram toda a movimentação. Segundo a investigação, por volta das 13h40, a funcionária pegou a bebê alegando à mãe, uma adolescente de 14 anos, que a criança seria levada para a realização de exames de rotina, incluindo o teste do pezinho. Enquanto isso, a tia da recém-nascida decidiu aguardar nas proximidades e passou a observar o deslocamento da técnica.
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Poucos minutos depois, a mulher deixou uma sala carregando apenas uma bolsa preta de grande porte e entrou em um banheiro. A cena despertou a desconfiança da tia, que resolveu acompanhá-la. Ao interceptar a suspeita na saída do banheiro, ela abriu a bolsa e encontrou a sobrinha dentro dela. Imediatamente, retirou a bebê, pediu ajuda e acionou os funcionários da maternidade.
Após a repercussão do caso, a Polícia Civil instaurou investigação e a Justiça decretou a prisão preventiva da técnica de enfermagem. Como o crime não foi comunicado em tempo para caracterizar flagrante, o mandado foi cumprido somente depois que ela recebeu alta de uma clínica psiquiátrica, onde havia sido internada por familiares.
Durante as diligências, policiais encontraram na residência da investigada um quarto preparado para receber um bebê, com berço, roupas, fraldas e outros itens infantis. Segundo os investigadores, parentes acreditavam que ela estivesse grávida, embora não existissem exames que comprovassem a gestação.
A defesa informou que Auricélia apresenta sintomas esquizofrênicos e faz tratamento psiquiátrico. No entanto, a Polícia Civil afirmou que, até o momento, não há elementos que afastem sua responsabilidade criminal.
As investigações também indicam que ela teria agido sozinha. Para a mãe da criança, o desfecho só foi positivo graças à atenção e à rapidez da irmã, que desconfiou da situação antes que a suspeita deixasse o hospital com a recém-nascida.