Terminam as buscas por mulher que estava desaparecida após 72 horas de incertezas

Mais detalhes foram expostos sobre o que aconteceu com uma mulher que estava desaparecida e a situação chama bastante atenção.

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O encerramento das buscas por Jane Kellen Duarte da Silva, de 44 anos, traz um desfecho melancólico para uma mobilização que parou Goiânia nos últimos dias.

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Após quase 72 horas de incertezas e esforços intensos do Corpo de Bombeiros, o corpo da vítima foi localizado na tarde desta quarta-feira, 18 de março de 2026, no Rio Meia Ponte, na altura do Setor Vila Galvão.

A distância de aproximadamente 15 quilômetros entre o ponto do desaparecimento, na Marginal Botafogo, e o local onde ela foi encontrada ilustra a força avassaladora da “cabeça d’água” que atingiu a região na última segunda-feira.

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O incidente ocorreu enquanto Jane e seu marido estavam no córrego da Marginal Botafogo, nas proximidades da movimentada Rua 44. Surpreendidos pela subida repentina do nível da água, o casal viveu momentos de desespero.

Enquanto o homem conseguiu se segurar em um vergalhão e foi resgatado com ferimentos, Jane foi arrastada pela correnteza sem que ele pudesse impedi-la. A operação de busca foi complexa e tecnológica, envolvendo 15 militares, botes, cães farejadores e o uso de drones com câmeras térmicas para varrer a calha do rio.

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Segundo o tenente-coronel Igor Aparecido, o corpo foi finalmente avistado preso a uma árvore no meio do rio, evidenciando como a dinâmica das águas pode levar vítimas a distâncias consideráveis em poucas horas.

Para além da fatalidade climática, a história de Jane Kellen revela uma face dolorosa da vulnerabilidade urbana. Familiares relataram que ela vivia em situação de rua e frequentava áreas centrais de Goiânia, como o Terminal Dergo.

O depoimento de seu irmão destaca o drama das famílias que tentam, sem sucesso, oferecer suporte e tratamento a parentes nessa condição; ele mencionou que Jane chegou a ser internada anteriormente, mas a complexidade da vida nas ruas.

“Ela foi encontrada no meio do rio, com o corpo preso a uma árvore… cerca de 15 km abaixo do local do fato”, disse o Tenente-coronel Igor Aparecido, sobre o encerramento da operação.

Este caso reforça não apenas a periculosidade dos córregos urbanos durante tempestades repentinas, mas também a urgência de políticas públicas mais eficazes para o acolhimento de pessoas em situação de risco social.

Escrito por

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.