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Após a surpreendente reaproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, os bastidores da conversa entre os líderes vieram à tona, nesta última terça-feira, dia 7 de outubro.
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Segundo analistas, o telefonema de segunda-feira, que teve até brincadeiras sobre idade e café, foi resultado de uma diplomacia discreta e pragmática do governo brasileiro.
O professor de Relações Internacionais, Leonardo Trevisan, da ESPM, disse o que enxergou e para ele, o sucesso do contato foi fruto de uma articulação que evitou retaliações diretas e mobilizou setores empresariais de ambos os países.
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Houve uma pressão por parte deste setores para que fosse solucionado a crise diplomática. Um dos pontos cruciais da estratégia brasileira, segundo o professor, foi o “lobby do café”.
O aumento da tarifa sobre o produto brasileiro encareceu a bebida nos Estados Unidos, gerando pressão interna. Na ligação, o próprio Trump brincou com Lula, dizendo que os EUA “estão sentindo falta” do café do Brasil.
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Para o professor Trevisan, a mudança de postura de Trump foi calculada. “Trump não é muito de amor à primeira vista, mas ele achou melhor fazer esse amor à primeira vista em relação ao Lula. E o teatro foi muito bem montado”, disse o especialista.
A conversa de quase 30 minutos, realizada na segunda-feira, foi o primeiro contato formal para discutir o fim do “tarifaço” e das sanções a autoridades brasileiras.
O Itamaraty classificou o telefonema como uma “evolução significativa”, e os dois líderes trocaram números de telefone pessoal para manter uma comunicação direta.
No momento, a conversa sai do palco presidencial e passa para as equipes técnicas. O vice-presidente Geraldo Alckmin irá negociar com o Secretário de Estado americano, Marco Rubio.
A expectativa da diplomacia brasileira é que, com a ordem direta de Trump, a postura de Rubio possa mudar e as relações entre os países voltem ao normal.