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A indignação diante da falta de um serviço básico como a energia elétrica levou moradores do Grajaú, na zona sul de São Paulo, a protestarem nas ruas nesta sexta, dia 12 de dezembro. Após quase 48 horas sem luz, o grupo bloqueou parte da Avenida Belmira Marin e ateou fogo em pneus, exigindo uma resposta da concessionária Enel, responsável pelo fornecimento de energia.
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Segundo os moradores, o apagão começou após as fortes ventanias provocadas por um ciclone extratropical, que atingiu a região com rajadas de até 96 km/h. A queda de árvores e danos na rede elétrica deixaram centenas de milhares de pessoas sem energia, mas, no Grajaú, o problema persistia mesmo dois dias depois.
“Três dias já sem luz. Os carros da Enel passam aqui e não fazem nada”, disse um manifestante em vídeo divulgado nas redes sociais. O protesto provocou congestionamento na via e foi acompanhado pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros, que controlaram as chamas e liberaram o tráfego.
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A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o ato terminou sem incidentes graves. Em nota, a Enel reconheceu que o restabelecimento completo do serviço ainda não tem prazo definido e alegou que algumas regiões demandam “reconstrução total da rede”, com substituição de postes, transformadores e cabos danificados. Veja protesto:
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A concessionária afirmou ainda ter mobilizado 1.600 equipes para atender às ocorrências e disponibilizado 700 geradores para casos prioritários. Mesmo assim, a paciência dos moradores chegou ao limite.
Muitos relataram perdas de alimentos, impossibilidade de trabalhar e insegurança durante as noites no escuro. “Pagamos caro por um serviço essencial e ficamos esquecidos”, disse outra moradora.
Enquanto a Enel promete acelerar o conserto, a população do Grajaú segue à espera de algo simples, mas essencial: a volta da luz e da normalidade.