Vídeo mostra o deboche dos jovens logo após o abuso coletivo contra adolescente no RJ

Novas vítimas dos jovens procuraram pela polícia após a repercussão do caso.

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Casos de abusos envolvendo adolescentes costumam revelar dinâmicas complexas que muitas vezes permanecem ocultas por longos períodos. Especialistas apontam que o silêncio das vítimas pode estar ligado ao medo, à vergonha ou à dificuldade em compreender o que ocorreu, fatores que frequentemente atrasam a denúncia e dificultam a interrupção de ciclos de violência.

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Quando relatos começam a vir à tona, é comum que outras pessoas encontrem coragem para falar sobre experiências semelhantes, ampliando o alcance das investigações. No Rio de Janeiro, um caso ocorrido no fim de janeiro passou a ser investigado após uma estudante de 17 anos relatar ter sido vítima de abuso dentro de um apartamento localizado em Copacabana, na Zona Sul da cidade.

As apurações ganharam novos contornos depois que a equipe do programa Fantástico teve acesso a detalhes da investigação conduzida pela Polícia Civil, incluindo imagens gravadas em um elevador do prédio logo após o episódio.

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No registro feito por celular, alguns dos suspeitos aparecem conversando e fazendo comentários enquanto deixam o local, comportamento que chamou a atenção dos investigadores pela forma como tratavam a situação com desprezo e deboche.

De acordo com a investigação, a jovem foi convidada ao imóvel por um colega de escola, também de 17 anos, com quem já havia se relacionado anteriormente. Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!

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Imagens das câmeras de segurança mostram o momento em que alguns dos jovens entram no prédio e, minutos depois, a chegada da adolescente acompanhada do rapaz. Segundo o depoimento da vítima, o encontro teria começado em um quarto do apartamento, quando outros envolvidos entraram no local.

Imagens mostram os suspeitos celebrando no elevador Foto ReproduoFantsticoA jovem afirmou às autoridades que se recusou a aceitar propostas feitas por eles, relatando ter sido contida e impedida de sair do ambiente. Após o ocorrido, a adolescente conseguiu pedir ajuda ao irmão por meio de uma mensagem.

A família relatou que percebeu marcas de lesões pelo corpo quando ela chegou em casa e decidiu procurar as autoridades. O Instituto Médico-Legal confirmou que os ferimentos observados eram compatíveis com o relato apresentado pela vítima.

Com a repercussão do caso, outras adolescentes procuraram a polícia relatando experiências semelhantes envolvendo parte do mesmo grupo de jovens. Segundo os depoimentos, alguns episódios teriam ocorrido anos antes. As novas informações passaram a integrar o inquérito conduzido pela Delegacia de Atendimento à Mulher.

Quatro suspeitos maiores de idade se apresentaram à polícia e foram encaminhados ao sistema penitenciário. O adolescente de 17 anos foi apreendido e levado para uma unidade do Degase.

As defesas dos envolvidos afirmam que as acusações serão contestadas durante o processo judicial. O Colégio Pedro II informou, por meio de nota, que abriu procedimento disciplinar interno e que analisa as medidas cabíveis diante das denúncias.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.