Vigília convocada por Flávio Bolsonaro seria ‘pano de fundo’ para fuga de Bolsonaro

PF afirma que houve tentativa de violação da tornozeleira eletrônica.

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A conversão da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro em prisão preventiva neste sábado representa uma escalada decisiva nas medidas adotadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente.

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Segundo o despacho assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, a decisão foi motivada por uma combinação de fatores que, na visão do magistrado, indicavam risco iminente de fuga, violação das medidas cautelares e tentativa de mobilizar apoiadores para tumultuar o cumprimento da pena.

O ministro apontou que a convocação de uma vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, em frente ao condomínio onde ele cumpria prisão domiciliar, poderia ser usada como instrumento de desordem.

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Para Moraes, o ato, promovido sob o pretexto de preocupação com a saúde de Bolsonaro, se assemelha a estratégias anteriores utilizadas por grupos ligados ao ex-presidente para criar pressão política, desinformar e obstruir ações do Judiciário.

O texto da decisão ressalta que a aglomeração serviria para dificultar a fiscalização da Polícia Federal e da Polícia Penal, favorecendo uma eventual tentativa de evasão.

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Além disso, Moraes mencionou um alerta recebido às 0h08 deste sábado sobre uma possível violação da tornozeleira eletrônica utilizada por Bolsonaro. Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!

Embora o despacho não detalhe tecnicamente a natureza da falha no equipamento, o ministro considerou o fato como indício da intenção de rompê-la, o que, aliado ao cenário da manifestação, ampliaria a possibilidade de fuga.

Outro ponto levantado na decisão foi a localização estratégica da residência de Bolsonaro, situada a cerca de 13 quilômetros da embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

Essa distância, que poderia ser percorrida em cerca de 15 minutos, foi considerada relevante diante do histórico de tentativas anteriores de buscar asilo diplomático, como quando o ex-presidente cogitou se refugiar na embaixada da Argentina durante investigações passadas.

Diante desse conjunto de fatores, Alexandre de Moraes concluiu que a prisão preventiva era necessária para garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e impedir o enfraquecimento das medidas de contenção já impostas ao ex-mandatário.

Bolsonaro, agora sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, permanecerá detido até que novas decisões judiciais sejam tomadas sobre sua situação. A defesa, por sua vez, deve se manifestar nos próximos dias sobre os termos da prisão e as acusações apresentadas.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.