EUA volta a fazer ameaças ao Brasil devido a condenação de Bolsonaro: ‘Nas próximas semanas’

Questões políticas teriam motivado as taxações dos EUA contra o Brasil.

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O cenário político entre Brasil e Estados Unidos atravessa um momento de forte tensão após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal.

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A decisão, tomada pela Primeira Turma da Corte na última quinta-feira (11), incluiu também outros sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado e mais quatro crimes. O ex-presidente foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão, resultado que rapidamente gerou repercussão internacional.

Nesta segunda-feira (15), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que os EUA devem anunciar em breve medidas em resposta ao julgamento.

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Embora não tenha detalhado quais ações serão adotadas, sua fala sinaliza a disposição do governo norte-americano de intervir diretamente na questão, reforçando críticas já feitas por autoridades republicanas.

Durante entrevista, Rubio afirmou que a Suprema Corte brasileira extrapolou sua atuação ao impor medidas que, segundo ele, afetam até cidadãos dos Estados Unidos.

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“Portanto, haverá uma resposta dos EUA a isso, e teremos alguns anúncios na próxima semana sobre quais medidas adicionais pretendemos tomar”, afirmou Marco Rúbio.

As manifestações se somam às declarações do presidente Donald Trump, que classificou como inaceitável a condenação e comparou a situação com processos enfrentados por ele em seu país. Trump destacou sua proximidade com Bolsonaro durante os anos de governo e criticou o desfecho judicial.

Outro posicionamento importante veio do vice-secretário de Estado, Christopher Landau, que avaliou que as relações bilaterais atravessam seu pior momento em quase duzentos anos.

Essa crise não começou agora: em julho, Trump já havia imposto tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais e utilizando como justificativa a condenação de Bolsonaro.

Na mesma época, Washington também revogou os vistos de ministros do STF e aplicou a Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, medida que prevê sanções financeiras.

Mais recentemente, a Casa Branca indicou que estaria disposta até mesmo a recorrer a meios militares sob o argumento de proteger a liberdade de expressão em escala global.

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Esse conjunto de ações demonstra que o caso Bolsonaro ultrapassou as fronteiras nacionais, tornando-se um elemento central na política externa entre os dois países e inaugurando uma fase de instabilidade diplomática que ainda deve render novos capítulos.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.