Caso Maria Clara: Padrasto enviou áudio estarrecedor para o pai da vítima enterrada no quintal: ‘Não existe mais’; ouça

O caso chocou a comunidade local.

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Uma situação devastadora veio à tona em Itapetininga, interior de São Paulo, após a confirmação do assassinato de uma menina de cinco anos. Os criminosos confessos foram identificados como Luiza Aguirre Barbosa da Silva (mãe), Rodrigo Ribeiro Machado (padrasto).

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O caso ganhou novos contornos com a divulgação de áudios enviados pelo padrasto da criança ao pai biológico, nos quais ele afirma que a menina havia morrido e que, por isso, o vínculo entre os pais da criança estaria encerrado.

As mensagens foram repassadas pelo telefone da mãe da menina e, conforme relatos da avó paterna, foram enviadas aproximadamente duas semanas antes da descoberta do corpo.

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No conteúdo das gravações, o padrasto se dirige ao pai da menina com palavras ofensivas e tom ameaçador, demonstrando irritação e desprezo ao falar sobre a criança.

Em um dos trechos, ele chega a afirmar que não há mais motivo para contato entre o pai biológico e a mãe da criança, já que, segundo suas palavras, a filha deles “não existe mais”.

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“Mano, você é surdo também, cara? Não me irrite não, parça. Já falei, parça. Não vou nem mais responder você, mano. Já falei, sua filha está morta, não existe mais, parça. Pare de ficar enchendo o saco, entendeu? Para de mandar mensagem, falou?”, bradou Rodrigo.

Para ouvir ao áudio CLIQUE AQUI!

O caso passou a ser investigado após uma denúncia feita pela avó paterna ao Conselho Tutelar, alertando para o desaparecimento da neta. Nas visitas feitas à casa da avó nos finais de semana, a menina já apresentava marcas nos braços que indicavam o uso de força, levantando suspeitas sobre sua segurança.

A investigação policial revelou que a criança era submetida a agressões físicas constantes, e tanto a mãe quanto o padrasto admitiram, em depoimento, que viam a menina como um obstáculo à rotina do casal, usando-a como alvo para descontar frustrações.

O corpo da menina foi localizado no quintal da residência onde vivia com a mãe e o padrasto. Após o crime, os dois aguardaram cerca de dois dias antes de enterrar a vítima, concretando o local para esconder o corpo.

Uma rebitadeira com vestígios de sangue foi apreendida como parte das investigações. De acordo com a perícia, o corpo estava sepultado há aproximadamente 20 dias.

Ambos os suspeitos confessaram o envolvimento e foram presos no mesmo dia em que o corpo foi encontrado. A polícia também apura se os pais do padrasto, que residem na mesma casa e são os proprietários do imóvel, tiveram conhecimento ou participação no caso.

O crime segue sob investigação e mobiliza esforços da Justiça para responsabilização completa dos envolvidos. Não há informações sobre a liberação do corpo para que o pai da criança possa providenciar um sepultamento digno.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.