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Após a megaoperação policial que transformou o Rio de Janeiro em um cenário de guerra, as principais emissoras de TV do país alteraram suas programações, nesta última terça e quarta-feira, dias 28 e 29 de outubro.
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A Globo chegou a cancelar a exibição do “Encontro” e do “Mais Você” para a capital fluminense, dedicando a manhã inteira à cobertura dos acontecimentos na região.
Na quarta-feira, a apresentadora Ana Paula Araújo, do “Bom Dia Brasil”, anunciou que o Rio de Janeiro seguiria com a cobertura especial do “Bom Dia Rio”, comandado por Flávio Fachel e Silvana Ramiro, que depois entregaram o bastão para Mariana Gross.
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Com a notícia da cobertura estendida, a Globo não foi a única a se mobilizar. Na terça-feira, a emissora já havia derrubado a “Sessão da Tarde” e o amistoso da Seleção Feminina para exibir um “RJTV” especial.
A Band também entrou em modo de plantão, com Joel Datena entrando ao vivo no “Melhor da Tarde”. Até o SBT transformou o “Fofocalizando” em um programa policial.
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A megaoperação da polícia, batizada de “Operação Contenção”, visava desarticular a facção Comando Vermelho nos Complexos do Alemão e da Penha.
A ação, no entanto, se tornou a mais letal da história do estado. O número de mortos é controverso: o governo do Rio confirma 64, mas a Defensoria Pública já contabiliza mais de 120 vítimas.
Desde o início da operação na terça-feira, a cidade viveu um clima de caos, com tiroteios intensos, barricadas e a paralisação de serviços, afetando completamente a rotina da população.
A cobertura ao vivo das emissoras mostrou a dimensão do ocorrido e a tensão vivida pelos moradores das comunidades, com as emissoras acompanhando os desdobramentos e a coletiva do governador Cláudio Castro.
No momento, o Rio de Janeiro tenta voltar à normalidade, enquanto a cobertura da imprensa continua a repercutir a operação que chamou atenção nacionalmente e internacionalmente.
A decisão das emissoras de derrubar a programação de entretenimento para focar no jornalismo ao vivo refletiu a gravidade do que foi classificado por ativistas como o “maior massacre da história do Rio”.