Crianças desaparecidas: Delegado vem a público alertar sobre informação de que irmãos tenham sido vendidos

As crianças estão desaparecidas desde o dia 4 de janeiro

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O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, já completa 24 dias e segue mobilizando forças de segurança, moradores e autoridades no interior do Maranhão.

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Desde o dia 4 de janeiro, quando as crianças sumiram no povoado São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, buscas se espalham por áreas de mata fechada e pelas margens do Rio Mearim, enquanto a investigação policial tenta esclarecer o que, de fato, aconteceu.

Nos últimos dias, porém, um novo obstáculo passou a preocupar a polícia: a circulação intensa de informações falsas nas redes sociais. Um dos boatos mais graves afirmava que a mãe e o padrasto das crianças teriam vendido os irmãos por R$ 35 mil.

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A versão foi desmentida de forma categórica pelo delegado Ederson Martins, integrante da força-tarefa responsável pelo caso. Segundo ele, não existe qualquer indício que sustente essa narrativa.

O delegado alertou que a disseminação dessas histórias inventadas tem colocado a família em situação de risco, além de atrapalhar o andamento das investigações. De acordo com Martins, todas as informações recebidas são analisadas com cuidado, mas, até o momento, a mãe e o padrasto não figuram como suspeitos.

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Eles foram ouvidos apenas como testemunhas, assim como outras pessoas ligadas ao caso. Embora nenhuma hipótese seja totalmente descartada, a principal linha de investigação continua sendo a de que as crianças tenham se perdido na mata.

As equipes de busca, que contam com cães farejadores, chegaram a encontrar vestígios que indicam a passagem dos irmãos por áreas de difícil acesso, inclusive próximas ao rio. Ainda assim, nenhum sinal conclusivo foi localizado até agora.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão também reforçou o apelo para que a população não compartilhe boatos. O secretário Maurício Martins classificou a prática como irresponsável e lembrou que espalhar informações falsas pode gerar responsabilização criminal.

Enquanto isso, a esperança de encontrar Ágatha e Allan permanece viva, sustentada pelo trabalho contínuo das equipes e pelo apoio da comunidade.

Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira