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O desfecho das buscas pela corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, ocorreu nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026) com a localização de seu cadáver pelas autoridades de Caldas Novas, em Goiás.
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A profissional estava ausente desde meados de dezembro, e as investigações culminaram na detenção de Cléber Rosa de Oliveira, administrador do condomínio onde a vítima residia, e de seu descendente, ambos apontados como executores do assassinato.
Nilze Alves, genitora da corretora, relatou que a filha nutria um receio profundo em relação ao gestor do edifício. De acordo com o depoimento materno, a família frequentemente sugeria que Daiane deixasse o imóvel devido ao clima de insegurança.
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“Ela tinha muito medo do síndico. A gente falava para ela ir embora, mas ela dizia que tinha direito de ficar. A gente temia alguma represália contra ela, mas jamais imaginava que ele seria tão covarde, o que ele ganhou com isso?”, lamentou a mãe.
Porém, a vítima insistia na manutenção de sua permanência por considerar um direito legítimo. Nilze descreveu a conduta dos suspeitos como cruel e destacou que a determinação da filha em não ceder a arbitrariedades serviu de motivação para as buscas.
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O histórico de conflitos entre as partes já havia chegado ao sistema judiciário. No início do ano anterior, o Ministério Público de Goiás formalizou uma acusação de perseguição contra o síndico.
O órgão ministerial apontou indícios de que o administrador realizava sabotagens sistemáticas nos serviços básicos da residência de Daiane, como o fornecimento de energia elétrica e água, motivado por divergências profissionais.
A última imagem de Daiane com vida foi registrada por câmeras de segurança no subsolo do prédio no dia 17 de dezembro, momento em que, segundo a família, ela se dirigia aos quadros de medição para restabelecer a eletricidade de sua unidade.
Isso aconteceu após um novo desligamento injustificado. Enquanto a defesa do administrador alegava cooperação integral com os agentes públicos antes da custódia, o achado do corpo e o cumprimento das ordens de prisão alteram o rumo do inquérito.