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Casos que envolvem invasões a espaços religiosos costumam causar forte comoção, especialmente quando atingem pessoas dedicadas à vida comunitária. Em cidades de médio porte, onde instituições religiosas mantêm presença ativa há décadas, episódios dessa natureza geram impacto não apenas entre fiéis, mas em toda a população.
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No Paraná, a morte de uma idosa dentro de um convento reacendeu debates sobre segurança e vulnerabilidade em ambientes considerados tradicionalmente tranquilos.
Em Ivaí, que fica na região Campos Gerais, a freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, foi encontrada sem vida no convento Irmãs Servas de Maria Imaculada após a invasão de um homem ao local.
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A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito e o encaminhou ao Ministério Público do Paraná. O laudo pericial apontou que a causa da morte foi asfixia e confirmou a ocorrência de violência sexual, constatada a partir das lesões identificadas.
O investigado foi indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. Segundo o delegado Hugo Santos Fonseca, imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do suspeito reforçaram a autoria.
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De acordo com as investigações, o homem pulou o muro do convento por volta das 13h30 de sábado (21). Ao ser questionado pela religiosa sobre o que fazia ali, respondeu que estaria no local para trabalhar.
Conforme relatado em depoimento, após ser confrontado, empurrou a vítima e a imobilizou quando ela começou a gritar. Ele afirmou ter consumido drogas e álcool durante a madrugada e disse ter ouvido vozes. A perícia, no entanto, descartou versões que buscavam reduzir a gravidade dos atos.
Após o ocorrido, uma fotógrafa que registrava um evento no convento desconfiou da explicação apresentada pelo homem, que demonstrava nervosismo e estava com sinais visíveis de luta corporal.
Ela registrou imagens discretamente e acionou ajuda, contribuindo para a identificação do suspeito, que fugiu antes da chegada da polícia, mas foi localizado posteriormente em casa. Ao perceber a aproximação dos agentes, tentou escapar e reagiu, sendo contido.
O investigado havia deixado a prisão dois meses antes, após detenção por furto qualificado, e acumulava registros policiais desde 2024. Já Nadia integrava a congregação desde 1971 e dedicou 55 anos à vida religiosa, mesmo após enfrentar limitações de saúde.
O caso levanta reflexões sobre a necessidade de reforço na proteção de instituições comunitárias e sobre o acompanhamento de indivíduos com histórico criminal, buscando evitar que novos episódios semelhantes ocorram.