PF investiga tentativa de suicídio de “Sicário” e levanta dúvidas sobre possíveis pontos cegos nas câmeras

A ocorrência vem gerando diversos questionamentos.

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Episódios ocorridos dentro de unidades de custódia costumam provocar questionamentos sobre protocolos de vigilância, monitoramento contínuo e condições de segurança nas dependências das autoridades.

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Em ambientes controlados por instituições policiais, onde cada movimentação costuma ser registrada por sistemas de câmeras, qualquer ocorrência envolvendo detentos tende a gerar apurações detalhadas para esclarecer se todos os procedimentos foram seguidos corretamente.

Foi nesse contexto que a Polícia Federal abriu, nesta quinta-feira (5), um inquérito para investigar as circunstâncias envolvendo Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Vorcaro.

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Ele havia sido preso um dia antes durante a Operação Compliance Zero e estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais quando, segundo comunicado oficial da instituição, tentou tirar a própria vida dentro da unidade.

A informação foi confirmada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que afirmou que toda a movimentação do detento e o atendimento prestado pelos policiais foram registrados pelas câmeras do local.

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De acordo com ele, as gravações mostram a sequência completa dos acontecimentos e não haveria áreas sem cobertura no sistema de vigilância. Os registros devem ser encaminhados para análise das autoridades responsáveis pela investigação.

A defesa de Mourão informou que esteve com ele presencialmente durante o dia e afirmou que, até o início da tarde, o cliente apresentava condições físicas e mentais consideradas normais. Os advogados disseram que tomaram conhecimento do episódio apenas após a divulgação da nota oficial da Polícia Federal.

A equipe jurídica também informou que se dirigiu ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, para acompanhar a situação, mas declarou não ter recebido confirmação sobre o estado de saúde do investigado naquele momento.

Mourão foi preso na operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Na mesma ação também foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pelas autoridades como responsável pela estrutura principal da organização investigada.

Segundo os investigadores, Mourão teria desempenhado um papel relevante no grupo, sendo responsável por monitoramento de alvos, obtenção ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação contra pessoas ligadas às apurações.

O relatório da investigação menciona ainda indícios de que ele receberia cerca de um milhão de reais por mês pelos serviços atribuídos à organização. Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!

Diante da gravidade das acusações e do ocorrido dentro da unidade policial, a Polícia Federal informou que comunicou o caso ao ministro André Mendonça, relator do processo relacionado ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal, e afirmou que todos os registros disponíveis serão analisados para esclarecer completamente o episódio e garantir transparência na apuração.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.