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O município de Itambé, no sudoeste da Bahia, vive dias de luto e consternação após o grave acidente ocorrido na manhã desta última segunda-feira, no dia 6 de abril do ano de 2026.
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O motorista de um ônibus da empresa Rota Transportes, que atingiu quatro pessoas em um ponto de apoio, apresentou-se à polícia alegando ter sofrido um mal-estar súbito.
Segundo o depoimento colhido pelo delegado Márcio Alan Assunção, o condutor afirmou que “as vistas escureceram” e que, devido à desorientação, acabou confundindo os pedais de freio e acelerador, avançando sobre as vítimas logo após ter descido do veículo.
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A perícia técnica realizada no veículo, um modelo fabricado em 2025 e com documentação regular, contradiz qualquer possibilidade de falha mecânica. O laudo confirmou que os freios estavam em perfeito estado e que houve, de fato, um acionamento indevido.
Diante dessas evidências e do histórico de uma discussão prévia entre o motorista e as pessoas no local, a Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo e lesão corporal culposa, mas mantém a apuração aberta.
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O impacto da colisão foi devastador para uma única família e para a comunidade local. Duas mulheres, infelizmente, perderam suas vidas de forma instantânea:
Daniele Jheniffer Ramos Santana, de 20 anos, estudante da Uesb que viajou de Itapetinga para Itambé para celebrar a Páscoa com familiares e Janete Silva Oliveira (51 anos), que é moradora local, casada e mãe de três filhos.
Além das fatalidades, dois irmãos de Daniele, Danildo Ramos Santana, um de 39 anos de idade, e Danilson Ramos Santana, de 42 anos, sofreram com ferimentos gravíssimos.
Ambos precisaram passar por procedimentos de amputação das duas pernas e permanecem internados em estado crítico, em uma unidade de saúde, no Hospital Geral de Vitória da Conquista.
A tragédia interrompeu de forma abrupta uma reunião familiar de feriado, gerando uma onda de pedidos por justiça e maior rigor na fiscalização de condutores de transporte coletivo na região.