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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom no debate diplomático e político nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, ao responsabilizar diretamente os familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Ele os responsabilizou pela elaboração do relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O documento norte-americano propõe a implementação de uma sobretaxa alfandegária de 25% sobre produtos brasileiros.
Durante um discurso oficial proferido no fim da manhã em um evento público na cidade de Catalão, no estado de Goiás, o chefe do Executivo brasileiro poupou o presidente Donald Trump de ataques diretos e concentrou suas críticas na atuação da oposição.
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Em sua declaração em solo goiano, o presidente brasileiro utilizou termos fortes para qualificar a conduta dos parlamentares da oposição que integraram comitivas recentes a Washington.
Lula afirmou que os filhos do ex-mandatário conseguem ter uma postura mais prejudicial ao país do que o próprio pai, classificando-os publicamente como vendilhões da pátria.
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Lula criticou-os por terem viajado ao exterior com o objetivo de solicitar que uma potência estrangeira interferisse em decisões soberanas e na economia do Brasil. O petista questionou a lealdade do grupo ao povo brasileiro.
“É isso que vocês têm que dizer em alto e bom som. São traidores. […]. O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso povo?”, disse.
“Esse filho do Bolsonaro consegue ser pior do que ele. São vendilhões da pátria. Foram pedir que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores” – Lula grandão e sem medo. pic.twitter.com/V4qkM8OWRE
— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) June 2, 2026
Com isso, rotulou-os formalmente como traidores e sugerindo que suas agendas internacionais visavam unicamente desgastar o governo federal, mesmo que isso resultasse em prejuízos financeiros bilionários para os produtores e exportadores nacionais.
A investida de Lula ocorre em um momento de intensa movimentação nos bastidores da diplomacia paralela. Na semana anterior, o senador Flávio Bolsonaro, que desponta no cenário político.
No momento, ele é pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), cumpriu agendas em Washington onde se reuniu com o presidente Donald Trump, com o vice-presidente JD Vance e com assessores seniores da Casa Branca.
Em entrevistas concedidas também nesta terça-feira para rebater as acusações do Planalto, o parlamentar fluminense negou ter atuado contra os interesses econômicos nacionais.
O tensionamento comercial soma-se ao desgaste provocado na semana passada, quando o governo brasileiro protestou formalmente após a Casa Branca classificar as facções criminosas PCC e CV como grupos terroristas transnacionais.