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O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) concluiu formalmente nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, uma abrangente investigação comercial.
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Essa investigação acusa formalmente o governo brasileiro de adotar políticas institucionais e regulatórias que oneram, limitam ou restringem o fluxo de comércio com o mercado norte-americano.
No relatório emitido por Washington, a administração do presidente Donald Trump elenca o sistema de pagamentos instantâneos PIX, os índices de desmatamento ilegal na Amazônia, a persistência da pirataria de propriedade intelectual e deficiências estruturais.
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Isso remete a aplicação prática de legislações anticorrupção como os principais fatores que geram assimetria comercial e desvantagem para as empresas dos Estados Unidos.
Como desdobramento direto das conclusões do relatório, o USTR apresentou uma proposta técnica para a aplicação de uma tarifa alfandegária linear de 25% sobre a importação de mercadorias de origem brasileira.
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No entanto, ciente das cadeias globais de suprimentos, o órgão americano incluiu no documento uma lista estratégica de salvaguardas e exceções para produtos considerados vitais e insubstituíveis para a própria economia interna dos Estados Unidos.
Isso poupa setores como a exportação de carne bovina, frutas tropicais, café, aeronaves e minerais de terras raras de sofrerem o impacto tributário imediato. Apesar do anúncio, as novas alíquotas de importação ainda não entraram em vigor de maneira prática.
O processo investigativo foi instaurado formalmente em 15 de julho de 2025, atendendo a uma determinação direta de Donald Trump, que já havia sinalizado a intenção em comunicações anteriores que previam barreiras de até 50% sobre os produtos.
Na ocasião da abertura do inquérito, o representante comercial americano, Jamieson Greer, argumentou que o Brasil vinha sustentando práticas comerciais desleais contra os exportadores dos Estados Unidos há décadas.
Inicialmente, a retórica americana misturava argumentos comerciais e geopolíticos, utilizando inclusive a premissa de um suposto déficit na balança comercial americana.
O desfecho desfavorável da investigação comercial promovida por Washington frustra a estratégia do Palácio do Planalto, que pretendia articular uma nova chamada telefônica direta ou agenda presidencial entre Lula e Donald Trump.
O governo brasileiro buscava utilizar a diplomacia direta para construir um entendimento que blindasse a economia nacional de retaliações econômicas secundárias e contivesse os impactos diplomáticos decorrentes de outras medidas recentes de Washington.
Algumas delas são classificação jurídica das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sob o status de organizações terroristas transnacionais.