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O caso do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que já se encontra sob prisão preventiva pela morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, tomou um rumo ainda mais sombrio com a revelação de uma denúncia formalizada à Corregedoria da Polícia Militar em 30 de abril de 2026.
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O oficial agora é acusado de assédio sexual e moral contra uma soldado subordinada que integrava o efetivo de sua unidade. Segundo a defesa da vítima, as investidas e comportamentos abusivos se estenderam por meses.
Isso aconteceu e revelou um padrão de conduta que teria persistido inclusive após ter ocorrido o falecimento da PM Gisele, ocorrido em meados de fevereiro deste ano.
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A denúncia detalha que a policial foi alvo constante de mensagens de cunho pessoal, abordagens invasivas e pressões psicológicas dentro do ambiente de trabalho.
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O coronel teria escalado o teor das conversas a partir de agosto de 2025, fazendo comentários sobre a aparência e o fardamento da subordinada, além de expressar abertamente o desejo de manter um relacionamento secreto, utilizando termos como “algo em off”.
Em um dos episódios mais graves de perseguição descritos no documento, o oficial teria ido até o prédio da soldado para deixar um buquê de flores, monitorando seus passos fora do horário de serviço.
A persistência do oficial em manter contato com a vítima após a morte de sua esposa é um dos pontos mais alarmantes do relato. Apenas duas semanas depois da morte da soldado Gisele, enquanto as investigações já apontavam Neto como suspeito, ele teria procurado a subordinada alegando que precisava “se explicar” sobre o caso.
A policial relata que passou a temer pela própria segurança, descrevendo o comportamento do comandante como instável. Ela também destacou o dano à sua reputação dentro da corporação, uma vez que as insistências do oficial fizeram com que ela fosse injustamente associada a ele como amante.